terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

*SAIU A EDIÇÃO Nº8 DA REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES - PARTICIPO COM O ARTIGO ACALANTOS AFRO-BRASILEIROS* CONFIRA!



*Caros Amigos e Leitores do Afro-Corporeidade,

*Repasso a relação de textos publicados na nova edição (Fevereiro/2010) da Revista África e Africanidades. Participo com o Artigo: ACALANTOS AFRO-BRASILEIROS*


*Para acessar todo o conteúdo on-line você deve visitar o site www.africaeafricanidades.com.*


*Lembramos a todos que agora o site possui uma ferramenta de busca localizada acima da logo que permite que o usuário pesquise por autor, assunto ou palavra-chave dentro de todas as edições, agilizando e facilitando a disseminação de informação. *


*Os interessados em participar da próxima edição (Maio / 2010) deverão encaminhar artigos, resenhas, relatórios de pesquisa, opiniões até o dia 30 de março. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 30 de abril no site da Revista África e Africanidades.

Vejam normas e linhas de pesquisa em nossa página na seção Normas. *


*ARTIGOS*


*A construção da identidade afrodescendente
**Helenise da Cruz Conceição* - FAVIC / Brasil *Antônio Carlos Lima da Conceição* - UFBA / Brasil.


*Águas de Oxum para um corpo contemporâneo
**Nadir Nóbrega Oliveira* - UFBA / Brasil


*Axé-Axé: o megafenômenobaiano
**Ianá Souza Pereira* - UFBA / Brasil*


*Conhecimentos tradicionais de matriz africana e afro-brasileira no ensinode Ciências: um grande desafio **Douglas Verrangia* - UFSCar / Brasil


*Contribuições contra a invisibilidade e o silenciamento afro-descendente
**Alexandre de Oliveira *Fernandes - UNEB / Brasil


*Cruzando olhares: figurações do narrador em “As duas sombras do rio.
**Luana Antunes Costa* - USP / Brasil


*Direito e moral em “Ualalapi”
**Esmeralda Simões Martinez* - Universidade Clássica de Lisboa / Portugal


*E quem disse que Chapeuzinho Vermelho não pode ser negra
**Paulo de Tássio Borges da Silva* -UESB / Brasil


*Identidade cultural: comunidades quilombolas do extremo sul da Bahia em questão
**Eduardo Luis Biazzi de Abreu* - FACTEF / Brasil


*Jongo e resistênciacultural
** Luciana da Conceição Figueiredo* - UCAM / Brasil


*Lições da Mãe – África: uma performance desconhecida do ambientalismo africano
**Maurício Waldman* - UNICAMP / Brasil*


*Marias que venceram na vida: uma análise da ascensão da mulher negra via escolarização em Salvador,BA
**Edilene Machado Pereira** - PUC-SP / Brasil


*O basquete de rua como manifestação da cultura corporal étnica em Salvador
**Ruy J. Braga Duarte* - UFBA / Brasil


*O samba como resistência e reafirmação
**Larissa Lisboa* - UNICAMP / Brasil*


*Representações identitárias luso-angolana no tempo dos flamengos: A ressignificaçã o histórico-ficcional e sócio-cultural em “A gloriosa família"
**Isabel Leslie Figueirêdo de Menezes Lima* - UFBA / Brasil


*Tensões e desafios para a implantação da lei 10.639/03 no município deItapetinga – BA
**José Valdir Jesus de Santana* - UFSCar / Brasil Joeslei Santos Alves - UESB / Brasil*


***RESENHAS***
*A carne mais barata do mercado é a carne negra
**Alex Santana França* - UFBA / Brasil


*O narrador oblíquo de Mia Couto: Venenos de Deus, Remédios do Diabo
**Anselmo Peres Alôs* - ISCTEM / Moçambique*



**COLUNAS**
*CINEMA À procura dafelicidade **Roberto de Oliveira – Eddi MC*

*CORPO: SOM E MOVIMENTO *Artigo: Acalantos Afro-brasileiros
**DENISE GUERRA* - SME de Queimados / Brasil*


*CRÍTICA LITERÁRIA* “Praianas - Revisitações do Tempo e da Cidade”
**Ricardo Riso *- Universidade Estácio de Sá / Brasil*

*LITERATURA AFRO-BRASILEIRA* Por dentro do "Caroço de dendê: a sabedoriados terreiros", de Mãe Beata de Yemonjá
**Assunção de Maria Sousa e Silva* - UESPI e UFPI / Brasil

*MITOLOGIA AFRICANA* Mitos de Exu: entre ordenamento da estrutura econduta social e história exemplar
**Nágila Oliveira dos Santos * ESFLUP / Brasil*- PSICOLOGIA *

*Qualquer forma de amar vale apena
**Ana Luiza dos Santos Julio *- Abrapso / Brasil

SALA DE AULA- ATITUDE FILOSÓFICA

*Filosofia de raiz africana como um pensamento da complementaridade
**Luis Carlos Ferreira dos Santos - UFBA / Brasil-

*POR DENTRO DA HISTÓRIA O teatro de bonecos: uma metodologia de inserção dahistória das populações negras na sala de aula.
**Waldeci Ferreira Chagas - UEPB / Brasil-


*PLANO DE AULA *Cooperação e Solidariedade
**Luis Carlos Ferreira dos Santos - UFBA / Brasil


*RELATÓRIO DE PESQUISA*
*Negros estão fora do parlamento brasileiro: balanço eleitoral do votoétnico negro presença dos negros noparlamento.
**Alexandre Braga e Adilson Nascimento* - UNEGRO / Brasil

*OPINIÃO*


*A guerra civil noEquador
**Alexandre Braga* - UNEGRO / Brasil

***Cadernos África e Africanidades Adquira já o seu no http://www.lojaafricaeafricanidades.com


*Informações enviadas gentilmente pela diretora da Revista África e Africanidades Nágila Oliveira, a quem agradeço desejando muito sucesso para esta nova edição da revista!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

*A CULTURA DAS FAMÍLIAS EXTENSAS E DOS ANCESTRAIS EM ÁFRICA*



*Por Denise Guerra
*A Cultura Das Famílias Extensas E A Valorização Dos Mais Velhos E Dos Ancestrais Em África, Faz Parte Do Modo De Vida Africano E Muito Tem a Nos Ensinar. Tanto Nas Situações Vividas Pelas Pessoas Escravizadas Da África Para As Américas Como Nas Situações De Catástrofes Vide O Caso Recente Do Haiti; Nestas Situações Vamos Encontrar A Prática De Convivência Em Família E Adoção De Novos Membros A Estas Famílias Que Não São Parentes Sanguíneos. Os Povos De Santo (das religiões de matriz africana) Adotam Este Tipo De Convivência Por Outros Motivos, E O Povo Africano Vive Como Ninguém Estas Relações De Famílas Extensas Onde Os Filhos E Demais Parentes Adotivos Passam Até A Se Parecer Com a Nova Família. Encontrei Este Poema e Achei muito Legal Para Falar Do Assunto E Dividir Com Os Leitores e Amigos Do Blog:

AVÓS


Para muitos povos da África negra, os antepassados são os espíritos que estão vivos na árvore que cresce ao lado da sua casa ou na vaca que pasta no campo.
*
O bisavô do seu tataravô é agora aquele arroio que serpenteia na montanha. E também seu ancestral pode ser qualquer espírito que queira acompanhar você na sua viagem pelo mundo, mesmo que nunca tenha sido seu parente, nem conhecido.
*
A família não tem fronteiras, explica Soboufu Somé, do povo dagara:– Nossas crianças têm muitas mães e muitos pais. Têm tantos quantos quiserem. E os espíritos ancestrais, os que nos ajudam a caminhar, são os muitos avós que cada um tem. Tantos quantos quisermos.
*

*Fonte:

♫CARNAVAL: Alegria Mundial, Transmissão da Cultura, Resistência Afro, Ritmos Afros, Brincar, Fantasiar!♫


Na história contada pelos europeus o carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos. A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas. Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas da forma semelhante à de hoje.

No entanto, uma outra parte da história do carnaval tem muito mais haver com a festa celebrada no Brasil e nas Américas como um todo. Nosso escritor, pesquisado e sambista de carteirinha Nei Lopes, em sua Enciclopédia da Diáspora Africana (2004), nos conta que o carnaval é uma festa profana ligada ao calendário católico, mas, que encontra similares em várias culturas africanas como os festivais anuais realizados desde tempos remotos na África com um período de abstinência típico da quaresma. Certamente devido a essa similitude e o contingente africano que veio morar nas Américas, continua Nei Lopes, encontramos fundamentalmente a música e os alegres festejos afro-descendentes imperando no continente. Desde os Ranchos Carnavalescos, Escolas de Samba, Afoxés, Blocos-afros, Maracatus no Brasil, o Candombe no Uruguai, as Comparsas em Cuba e na Argentina, os Mardigras nas Antilhas e em New Orleans tudo faz lembrar os africanos. Há semelhanças entre o carnaval do Brasil e o carnaval da Martinica, das ilhas do Caribe e do Haiti entre outros países.

Podemos observar que além das celebrações o carnaval teve e tem um outro objetivo para os afro-descendentes a “Resistência negra e a manutenção e transmissão da cultura afro”. Os afro-descendentes através dos autos de coroação dos reis do Congo (Maracatu), mesclaram os costumes africanos e portugueses, muitas vezes zombando dos colonizadores. Os escravos passavam a ser ricos senhores ou o que mais desejassem através de suas fantasias e vivências no carnaval. Os blocos afro com temas religiosos como o Afoxé Filhos de Gandhi (desde 1948), o Ilê Aiyê (desde 1974) trazem o sagrado de matriz africana difundindo a religião dos jejê e nagôs. Certas fantasias são de praxe no carnaval e tem seus motivos históricos para tal, como as alas das bahianas numa escola de samba em referência as Tias bahianas que deram suporte para a criação do samba. As músicas dos carnavais das Américas têm como base os ritmos afros e seus tambores. As brincadeiras diversificadas são permeadas por molejos, malemolência, soltura e liberdade dos corpos. Sem dúvida nenhuma o show das escolas de samba inauguraram no século XX a maior e mais intensa expressão do carnaval mundial. Salve as festas de Momo, viva o Carnaval!

Denise Guerra.

Fonte:

*LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

♫LANÇAMENTO DO CD DA AMIGA LUÍZA DIONÍSIO NO CARIOCA DA GEMA 09 DE FEVEREIRO 21H♫ IMPERDÍVEL!!!



♫Querido Amigos e Leitores, é com imenso prazer que apresento-lhes o CD de LUÍZA DIONÍZIO esta Cantora Maravilhosa, a qual acompanhei em muitos momentos musicais. Quando tiverem o prazer de ouvir sua voz e seu swingue saberão que bom gosto também é a sua marca registrada! NÃO PERCAM ESTE SHOW DE LANÇAMENTO! Saudações Musicais! Denise Guerra.


*Flyer gentilmente enviado pela amiga Luíza Dionízio, a quem desejo muito Sucesso e Axé!*

*PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM RELAÇÕES ETNICORRACIAIS E EDUCAÇÃO NO CEFET - CURSO GRATUITO*

*PROCESSO SELETIVO PARA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU:
RELAÇÕES ETNICORRACIAIS E EDUCAÇÃO: UMA PROPOSTA
DE (RE)CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO SOCIAL

O Diretor-Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca –
CEFET/RJ, no uso de suas atribuições, torna público o presente Edital, contendo as normas
referentes ao processo seletivo para o Curso de Pós-graduação Lato Sensu: Relações Étnico-
Raciais e Educação: Uma Proposta de (Re)Construção do Imaginário Social, a ser
oferecido no CEFET/RJ – Avenida Maracanã, 229 – MARACANÃ – RIO DE JANEIRO

TÍTULO 1 – DO PROCESSO SELETIVO

1.1 O processo de seleção estará aberto para portadores de diploma de curso superior completo, das mais diversas áreas, reconhecido por órgão competente.
1.2 O processo seletivo compreenderá três etapas distintas:
A. Análise da validade dos documentos – de caráter eliminatório;
B. Análise do Curriculum Vitae comprovado – de caráter classificatório;
C. Prova escrita: Produção de texto argumentativo, de caráter classificatório.
Bibliografia básica para a prova escrita:

a) Lei 10.639/03 (http://www.planalto .gov.br/ccivil_ 03/leis/2003/ L10.639.htm);
b) Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
(
http://www.publicac oes.inep. gov.br/arquivos/ %7B2A0A514E- 6C2A-4657- 862FCD4840586714 %
7D_AFRO-BRASILEIRA. pdf );
c) “Que negro é esse na cultura negra?”. In: HALL, Stuart. Da diáspora – Identidades
e mediações culturais. BH: Editora UFMG, 2006. p.... 317-330
1.3 O exame de seleção acontecerá no dia 04/03/2010, às 18h 30min, nas dependências do
CEFET/RJ, em sala(s) a ser(em) informada(s) no site da COLAT (Coordenadoria de Pós-
Graduação Lato Sensu),
http://dippg. cefetrj.
br/index.php? option=com_ content&view=article&id=68&Itemid=70&lang=br, após o
dia 01/03/2010 ou na Secretaria da DIPPG, exclusivamente no dia do exame.
1.4 O exame terá duração máxima de 2h (duas horas).
1.5 O candidato deverá apresentar-se no local da prova às 18h, munido do seu Cartão de
Inscrição e documento de identidade.
1.6 Após o início do exame de seleção não será permitida a entrada de nenhum candidato ao
local em que o mesmo será realizado.
1.7 O candidato só terá acesso ao(s) tema(s) a ser(em) desenvolvido( s) no momento da
produção do texto.
1.8 Não será permitido consultar nenhum tipo de material no momento do exame.
1.9 A seleção dos candidatos será realizada por uma Banca Examinadora, especialmente
designada para tal fim e constituída de servidores pertencentes ao quadro permanente de
docentes do CEFET/RJ e/ou profissionais que atuarão no curso proposto.
1.10 A análise do Curriculum Vitae e do texto argumentativo será realizada,
respectivamente, com base nos documentos apresentados, comprovados, e na capacidade de
produção de texto expressa pelo candidato. A avaliação dos candidatos obedecerá a critérios
que constam no Anexo 1 deste edital.
1.11 Não será permitida a permanência de crianças no espaço em que a prova escrita será
aplicada. A candidata que tiver necessidade de amamentar durante a realização das provas
deverá levar acompanhante que ficará em sala reservada para essa finalidade e será
responsável pela guarda da criança. A candidata que não levar acompanhante não realizará
as provas.




TÍTULO 2 – DAS VAGAS OFERECIDAS

2.1 Serão oferecidas 35(trinta e cinco) vagas.
2.2 O preenchimento das vagas do curso obedecerá rigorosamente à classificação final, até se
completar o número total das vagas oferecidas.
2.3 O CEFET/RJ se reserva o direito de não preencher todas as vagas previstas neste edital.

TÍTULO 3 – DAS INSCRIÇÕES

3.1 As inscrições serão realizadas na secretaria da DIPPG/CEFET/ RJ, no período de 01/02/2010
a 11/02/2010, de segunda-feira a sexta-feira, na primeira semana, e de segunda-feira a quintafeira,
na segunda semana, entre 8h e 16h. Avenida Maracanã, 229 – Bloco E-506 – Telefones
(021) 2566-3179 (Secretaria da Pós-Graduação).
3.2 No ato da inscrição, o candidato (ou seu representante legal) deverá apresentar:
• Ficha de inscrição devidamente preenchida, a ser obtida no endereço eletrônico
http://www.cefet- rj.br;
• Original e cópia da carteira de identidade;
• Original e cópia do CPF;
• Original e cópia do título de eleitor e comprovantes de votação na última eleição;
• Duas fotos de tamanho 3x4, recentes, em bom estado, não digitalizadas;
• Original e cópia do diploma de graduação (frente e verso) ou, em caráter provisório, da
declaração de conclusão do curso, se o diploma ainda estiver em processo de expedição
(no caso de apresentação de declaração, a cópia deverá, obrigatoriamente, ser
autenticada em cartório);
• Original e cópia do histórico escolar do curso de graduação;
• Curriculum Vitae, com cópias de documentos comprobatórios da formação e/ou
experiência anexados, elaborado de acordo com o modelo a ser obtido no endereço
eletrônico
http://www.cefet- rj.br; (documentos comprobatórios de Títulos, Atividades
de Magistério, Atividades Profissionais não Docentes e Produção acadêmica
relacionada à área do Concurso deverão ser entregues em envelope separado em que
conste claramente o nome do candidato. Os documentos comprobatórios devem ser
dispostos na mesma ordem em que aparecem no Curriculum Vitae).

TÍTULO 4 - DAS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

4.1 Os candidatos não selecionados deverão retirar seus documentos no mesmo lugar onde
efetuaram a inscrição, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da divulgação
dos resultados. Após este prazo, o CEFET/RJ não mais se responsabiliza pelos documentos
entregues.
4.2 A lista de classificados será divulgada pela internet, em
http://www.cefet- rj.br, no dia 08 de
março de 2010. Nesta mesma data, iniciam-se as matrículas para o curso. As matrículas serão
realizadas na secretaria da DIPPG, entre os dias 08/03/2010 e 12/03/2010, entre 8h e 16h.
4.3 Caso haja algum tipo de problema técnico ou imprevisto, o resultado será afixado na
secretaria de pós-graduação do CEFET/RJ.
4.4 Resultados e informações NÃO serão fornecidos por telefone. Todas as informações
inerentes à matrícula serão oferecidas no dia 08/03/2010 no sítio do CEFET/RJ ou na Secretaria
da DIPPG.
4.5 Serão considerados desistentes os candidatos classificados que não efetivarem a matrícula
no prazo estabelecido e, para ocuparem suas vagas, serão convocados os candidatos
imediatamente subsequentes da lista de classificados.

TÍTULO 5 – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

5.1 A inscrição do candidato implica conhecimento e aceitação das normas e condições
estabelecidas neste Edital e em seus anexos, não sendo aceita alegação de
desconhecimento.
5.2 O exame de seleção só terá validade para o curso que será iniciado em 2010.
5.3 Os casos omissos neste Edital serão resolvidos pelo Diretor-Geral do CEFET/RJ,
ouvida a Comissão de Seleção.

Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2010

Miguel Badenes Prades Filho
Diretor-Geral do CEFET/RJ

ANEXO 1

O julgamento do Curriculum Vitae não terá caráter eliminatório, consistindo na
avaliação de:
Grupo I – Títulos:

2,0 pontos para conclusão de curso de pós-graduação lato sensu (360h)
1,0 ponto para conclusão de curso de atualização (180h)

Grupo II - Atividades de Magistério:

0,5 ponto por ano de experiência profissional em Educação Básica (Pontuação
máxima: 8 anos): 4,0 pontos.
Grupo III - Atividades Profissionais não Docentes:

Trabalhos ligados a movimentos sociais, ONGs, OSCIPs e/ou desenvolvidos em
projetos voltados para as populações negras (0,5 ponto por ano – Pontuação máxima: 6
anos) 3,0 pontos.

Grupo IV - Produção acadêmica dos últimos cinco anos relacionada à área do
curso.

0,2 ponto para cada artigo publicado em Anais de Congressos, Seminários e/ou
eventos similares. (Pontuação Máxima: 5 artigos) Total: 1,0 ponto
0,5 ponto para capítulo de livro ( Pontuação Máxima: 4 capítulos) Total: 2,0 pontos
1,0 ponto para organização de livros (Pontuação Máxima: 3 organizações) Total: 3,0
pontos
2,0 pontos para produção de livro acadêmico, científico ou didático (Pontuação
Máxima: 2 livros) Total: 2,0 pontos

OBSERVAÇÃO: A PONTUAÇÃO MÁXIMA ATRIBUÍDA AO CURRÍCULO SERÁ
10,0 PONTOS, EMBORA O TOTAL DA DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DOS ITENS
ACIMA ULTRAPASSE ESTE VALOR.

Texto Argumentativo – Pontuação Máxima – 10,0

Na produção do texto argumentativo, serão avaliados os seguintes pontos:
Clareza (coesão e coerência)
Capacidade de síntese e correção gramatical
Adequação ao tema proposto

TOTAL GERAL – 20,0 pontos

Para a contagem de pontos classificatórios, os pontos do Curriculum Vitae e da produção do
texto argumentativo serão somados e divididos por dois. [(Pontuação do Curriculum Vitae +
Pontuação do Texto Argumentativo) ÷ 2 = Resultado Final]
Em caso de ocorrer igualdade de pontuação entre candidatos, o desempate se dará atribuindo-se
melhor colocação ao candidato que tenha obtido a maior pontuação no texto argumentativo.
Se persistir o empate, serão considerados como critérios de desempate:
a) o maior tempo de atuação do Ensino Básico,
b) o candidato de mais idade.

ANEXO 2
1. DAS AVALIAÇÕES DO CURSO
• Cada uma das disciplinas do curso será avaliada por critérios estabelecidos pelo docente
que a ministrará. Em caso de trabalhos de final de disciplina a serem realizados fora do
ambiente da sala de aula, o discente terá 30 dias corridos para prepará-lo e entregá-lo ao
professor. O desrespeito ao prazo estipulado pode ter como conseqüência a reprovação
em todo o curso e a respectiva perda de matrícula.
• Ao ser constatado plágio ou qualquer tipo de cópia em qualquer um dos trabalhos
realizados pelo discente, o mesmo poderá ser reprovado e perder seu direito à matrícula.
• Como determina a Legislação, este curso é monográfico. A monografia deverá ser
entregue à secretaria da pós-graduação do CEFET/RJ até o último dia útil do mês de
março de 2011.
2. DA FREQUÊNCIA
• O curso será composto por 10 (dez) disciplinas. Nove das disciplinas serão oferecidas
semanalmente, às terças e quintas-feiras. Uma delas, intitulada “Tópicos Especiais”,
será oferecida uma vez por mês, preferencialmente às quartas-feiras (das 18h às 22h),
podendo, esporadicamente, caso haja necessidade, ser oferecida aos sábados (das 8h às
12h).
• De acordo com o regimento dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu do CEFET/RJ, a
frequência será obrigatória, só fazendo jus ao certificado de conclusão os alunos que
obtiverem 75% de frequência nas atividades programadas. Por atividades programadas
compreendem- se as aulas, debates, visitas técnicas, seminários, conferências e outras
atividades apresentadas como tal.
3. DO APROVEITAMENTO
• O aproveitamento será traduzido em notas de 0 (zero) a 10 (dez). Os estudantes que
obtiverem nota igual ou superior a 06 (seis) em cada disciplina e que tiverem a
monografia aprovada com nota mínima de 07 (sete) terão direito ao certificado de
conclusão do Curso de Especialização.
• O curso será considerado em sua totalidade, não admitindo o aproveitamento de
disciplinas feitas em outros cursos ou em anos anteriores.
4. DA ESTRUTURA
• O curso terá a seguinte composição: 480h (360 horas-aula presenciais e 120 horas-aula
de orientação e produção monográfica).
• O início do curso está previsto para segunda quinzena de março de 2010 e término
previsto para dezembro de 2010.

*Coordenador do NEAB CEFET/RJ -- Monica Lima - Rio de Janeiro

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

*02 DE FEVEREIRO DIA DE YEMANJÁ : ODOYÁ YEMONJÁ!



Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja "Iemanjá" ou Yemoja, é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá "Yèyé omo ejá" ("Mãe cujos filhos são peixes"), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.
*

Na Mitologia Yoruba, a dona do mar é Olokun que é mãe de Yemanjá, ambas de origem Egbá. Yemojá, que é saudada como Odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, Orixá do mar (masculino (em Benin) ou feminino (em Ifé)), muitas vezes é referida como sendo a rainha do mar em outros países. Cultuada no rio Ògùn em Abeokuta.

*
No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas. Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

*
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "Banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá. Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

*
Odô Iyá Yemanjá Ataramagbá,ajejê Lodô, ajejê nilê!
*A LENDA DE YEMANJÁ SEGUNDO PIERRE VERGER*
*
Iemanjá era a filha de Olokun, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos. Estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixá*
*
Um deles foi chamado Oxumaré, o Arco-Íris,"aquele-que-se desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos." De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do "entardecer-da-terra", como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá.

*
Ao norte de Abeokutá, vivia Okere, rei de Xaki. Iemanjá continuava muito bonita. Okere desejou-a e propôs-lhe casamento. Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe:"Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios." Okere, gentil e polido, tratava Iemanjá com consideração e respeito. Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso.Voltou para casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia.Ele não sabia mais o que dizia.tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável. Okere, vexado, gritou:"Você, com seus seios compridos e balançantes! Você, com seus seios grandes e trêmulos!" Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.
*
Certa vez, antes do seu primeiro casamento,Iemanjá recebera de sua mãe, Olokun,uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta: "Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão." Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu. A garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio. As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de sua mãe Olokun. Okere, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher. Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, chamada ainda hoje, Okere, e colocou-se no seu caminho. Iemanjá quis passar pela direita, Okere deslocou-se para a direita. Iemanjá quis passar pela esquerda, Okere deslocou-se para a esquerda. Iemanjá, vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos: Kawo Kabiyesi Sango, Kawo Kabiyesi Obá Kossô!"Saudemos o Rei Xangô, saudemos o Rei de Kossô!"

*
Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder. Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos,um prato de "amalá", preparado com farinha de inhame,e um prato de "gbeguiri", feito com feijão e cebola. E declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar. Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva. Começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia. Começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia. Quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio. Ouviu-se então: Kakará rá rá rá...Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere. Ela abriu-se em duas e, suichchchch...Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokun. Iemanjá aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra. Seus filhos chamam-na e saúdam-na:"Odô Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
*

Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérolas. Ela tem filhos no mundo inteiro. Iemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes. Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la. Odô Iyá, yemanjá, Ataramagbá Ajejê lodô! Ajejê nilê! "Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão.! Paz nas águas! Paz na casa!"



QUE AS ONDAS DE YEMANJÁ NOS DESCARREGUEM, LEVANDO PARA AS PROFUNDEZAS DO MAR SAGRADO AS AFLIÇÕES DO DIA-A-DIA, DANDO-NOS A OPORTUNIDADE DE SEPULTAR DEFINITIVAMENTE AQUILO QUE NOS CAUSA DOR E QUE SEU SEIO MATERNO NOS ACOLHA E NOS CONSOLE. ODOYÁ YEMONJÁ!

Fonte:(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)Pierre Fatumbi Verger/Caribé - Editora Corrupio

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

*Meninos do Rio de Janeiro e de São Paulo defenderão o Brasil na 1ª Copa do Mundo de Criança de Rua*


Rio de Janeiro - A equipe mista de futebol society do Brasil, formada por nove meninos e meninas de rua, já está pronta para participar, a partir de 14 de março deste ano, em Durban, na África do Sul, da 1ª Copa do Mundo de Criança de Rua.


Os jogadores serão apresentados à imprensa no próximo dia 9, na Escola São Paulo, na capital paulista.Iniciativa de um consórcio de organizações não governamentais (ONGs) estrangeiras lideradas pela Amos Trust, da Inglaterra, a Copa é conduzida no Brasil pela Action Brazil’s Child (ABC Trust), em parceria com as entidades Projeto Quixote, de São Paulo, e Associação São Martinho, do Rio de Janeiro.


Segundo a assessoria da seleção brasileira da Copa do Mundo de Criança de Rua, foram escolhidos ao todo 20 meninos e meninas de rua, dez do Rio e dez de São Paulo. Enquanto as crianças selecionadas pelo Projeto Quixote treinam futebol e participam de oficinas de vivência para discutir questões como direitos e responsabilidades, os menores atendidos pela Associação São Martinho preparam as peças audiovisuais que serão levadas pela equipe à Conferência dos Direitos das Crianças, que ocorre paralelamente à Copa, na África do Sul.


O assessor técnico do Grupo de Relações Institucionais da ONG São Martinho, Leonardo Costa, acrescentou que o evento, além de permitir uma interação entre esses jovens, com idade entre 13 e 16 anos, significa “um momento de manifesto, de chamada do olhar do Poder Público e da área privada para o desenvolvimento e para a situação das crianças de rua no mundo inteiro”.


Além dos times dos oito países que disputarão a Copa até 22 de março - Brasil, África do Sul, Índia, Ucrânia, Nicarágua, Filipinas, Reino Unido e Tanzânia, está prevista a presença de uma delegação do Vietnã para debates durante o encontro.


Os jogos serão realizados na sede de uma das organizações parceiras, a Umthombo, da África do Sul, na Durban University of Technology e nas escolas envolvidas no programa British Council’s Dream and Teams.


*Fonte: http://www.africa21digital.com.br

domingo, 31 de janeiro de 2010

*FILME INVICTUS: Conta Uma Parte da História de NELSON MANDELA Ex-Presidente da África do Sul, Estrelado por Morgan Freeman*


*
Já está nos cinemas brasileiros parte da história de Nelson Mandela, com Morgan Freeman. Com o filme Invictus (EUA, 2009), Clint Eastwood mostra um retrato poético e saudosista do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela.
*
O novo filme de Clint Eastwood: INVICTUS, o diretor conta um pouquinho da complicada história da África do Sul destacando o início do governo Mandela, quando, ao mesmo tempo, em 1995, o país disputava a Copa do Mundo de rúgbi. A ligação entre os dois fatos se dá a partir da decisão de Mandela em fazer uma supercampanha para que o principal time de rúgbi do país, esporte praticado em massa pelos brancos – na África do Sul pós-apartheid – vença o campeonato. O público poderá assistir a uma emocionante disputa que muda a história de todo um país.
*
Com o filme Invictus (EUA, 2009), Clint mostra um retrato poético e saudosista do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, e mostra o início do seu governo na África do Sul, quando o país ainda sofria muito com a segregação racial e com a sede de vingança por parte daqueles que eram oprimidos pelo Apartheid.
*
O nome do filme é o mesmo de um dos poemas do escritor William Ernest Henley, de 1985, que Nelson Mandela lia enquanto estava confinado na prisão de Robben Island. Mandela sempre disse que ler o poema o libertava e o ajudava a manter a lucidez e o otimismo em tempos mais difíceis.
*
O presidente é interpretado pelo brilhante Morgan Freeman, sugerido pessoalmente a Eastwood pelo próprio Nelson Mandela. O capitão François Pienaar, interpretado por Matt Damon, ajuda a confundir ficção e realidade.

*Fonte:
http://africa21.achanoticias.com.br

sábado, 30 de janeiro de 2010

♫MAKULA FESTA 100% ÁFRICA COMEMORA SEU PRIMEIRO ANO COM FESTA DE ARROMBA♫


A MAKULA é basicamente uma festa de Afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Também marcam presença nela outros ritmos africanos como Highlife, Juju Music, Soukous, Afrorock, Afrosoul, Voodoo Funk, Räi, Kuduro etc.

Exatamente no dia 06 de fevereiro, sábado, a MAKULA completa um ano de existência!

Seguindo uma filosofia musical panafricanista, a MAKULA faz comparecer na data, nos CDJs do Café Cultural Casa de Jorge, bandas e artistas como Matata, Antibalas Afrobeat Orchestra, Konono, Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, Manu Dibango, King Sunny Ade, Joni Haastrup, Tony Allen, Miriam Makeba, Orlando Julius & His Afro Sounders, Seun Kuti, Wallias Band, Lafayette Afro Rock Band, African Brothers Band, Ikenga Superstars of Africa, Mulatu Astatke, The Daktaris, Jingo, Fanga etc (além do referido fundador da banda Africa 70, obviamente), mostrando a potência dos sons e ritmos do continente negro num repertório muito pouco – quando nunca – executado pela grande maioria dos DJs cariocas, e mesmo pelos de outros estados do país.

Neste um ano de atividade, a MAKULA já recebeu os poucos porém (ou por isso mesmo) seminais DJs da cidade ligados à música afro como: Stephane San Juan, Dany Roland, MAM e o referencial Mauricio Valladares.

A MAKULA tem em sua equipe de DJs (além de Gustavo Benjão [compositor e guitarrista do CONJUNTO MUSICAL DO AMOR]): Lucio Branco (festa SOUL, BABY, SOUL!) e Zé McGill (from Oregon!). Para criar o clima afro da noite, no telão são exibidos filmes temáticos como Black President (documentário sobre Fela Kuti) e filmes etnográficos de Jean Rouch.

Nesta edição especial de aniversário, a MAKULA tem a honra de receber o CONJUNTO MUSICAL DO AMOR! Além do já citado Gustavo Benjão (guitarra e voz na banda), DO AMOR é formado por Ricardo Dias Gomes (baixo e voz), Marcelo Callado (bateria e voz) e Gabriel Bubu (guitarra e voz). Com um repertório que trai influências como carimbó e surf music, eles prometem “africanizar” seu som na noite em que a MAKULA completa um ano! Tarefa nada difícil para uma banda que conta com o afroman Gustavo Benjão em seu plantel!

A grife BALACO, da estilista Júlia Vidal, especializada em roupas e design de inspiração afrobrasileira, dá o tom geral da MAKULA, o que inclui caracterização da hostess e do CONJUNTO MUSICAL DO AMOR durante sua performance, decoração ambiente, projeção no telão das vinhetas personalizadas da grife, cabeleireiras afro etc. A BALACO traz e customiza elementos da rica cultura do continente negro para a MAKULA, numa parceria que confere a devida legitimidade a esta festa 100% África.

PS: A quem possa ocorrer que o nome da festa tenha relação com o craque do Bangu dos anos 1980/90, saiba que não há coincidência alguma nisso: trata-se mesmo de uma singela homenagem ao carrasco de Moça Bonita.

*A FESTA SERÁ NO CAFÉ CULTURAL CASA DE JORGE*

*DIA 06/02/2010 - A PARTIR DAS 23:00H*

*RUA DO RESENDE Nº26 - LAPA - RIO DE JANEIRO

*CONTATO:

*GUSTAVO BENJÃO: 9762-6042

*LÚCIO BRANCO: 9391-9041/2239-9315

*ZÉ McGILL: 9253-3108

*Enviado gentilmente através de email pelo pessoal da Makula na pessoa do Dj Lúcio Branco.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

*LIVRO: SAMBA DE ENREDO HISTÓRIA E ARTE de ALBERTO MUSSA e LUIZ ANTÔNIO SIMAS*


*CAROS LEITORES E AMIGOS, PARA ANIMAR OS PREPARATIVOS DA FESTA DE MOMO EIS O LIVRO DO NOSSO QUERIDO PROFº DE MITOS AFRICANOS(NO CURSO DE PÓS EM CULTURA AFRICANA) LUIZ ANTÔNIO SIMAS COM SEU AMIGO ALBERTO MUSSA. VEJA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO PELAS PALAVRAS DO PROFº SIMAS NO SEU BLOG, QUE ALIÁS É IMPERDÍVEL:

*O LANÇAMENTO DO LIVRO ESTÁ PREVISTO PARA O DIA 03/02/2010
*NA LIVRARIA AL-FARABI NA RUA DO ROSÁRIO, Nº 30 A 32 - 18:00H
*NÃO PERCAM!

*II ENCONTRO NACIONAL DE CLUBES SOCIAIS NEGROS* 29, 30 e 31/01/2010 EM SABARÁ - MINAS GERAIS*


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

*CENTRO AFRO-CARIOCA DE CINEMA APRESENTA: MOSTRA DE CINEMA NEGRO BRASIL, ÁFRICA E AMÉRICAS* 27 a 29/01/2010 - 18:30h*


*CENTRO AFRO CARIOCA DE CINEMA:
*ENDEREÇO: RUA JOAQUIM SILVA Nº40 - LAPA - RIO DE JANEIRO
*HORÁRIO: 18:30H
*CONFIRME SUA PRESENÇA NO: afrocarioca.divulgação@gmail.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

♫A LENDA DO TAMBOR AFRICANO - CONTO DE GUINÉ BISSAU♫


*
"Corre entre os Bijagós, da Guiné, a lenda de que foi o Macaquinho de nariz branco quem fez a primeira viagem à Lua. A história começou assim:

*
Nas proximidades de uma aldeia, os macaquinhos de nariz branco, certo dia, de que se haviam de lembrar? De fazer uma viagem à Lua e trazê-la para baixo, para a Terra.
*
Ora numa bela manhã, depois de terem em vão tentado encontrar um caminho por onde subir, um deles, por sinal o mais pequeno, teve uma ideia: encavalitarem-se uns nos outros. Um agora, outro depois, a fila foi-se erguendo ao céu e um deles acabou por tocar na Lua.Embaixo, porém, os macacos começaram a cansar-se e a impacientar- se. O companheiro que tocou na Lua nunca mais conseguia entrar. As forças faltaram-lhes, ouviu-se um grito, e a coluna desmoronou-se.Um a um, todos foram arrastados na queda e caíram no chão. Apenas um só, só um macaquito, por sinal o mais pequeno, ficou agarrado à Lua, que o segurou pela mão e o ajudou a subir.

*
A Lua olhou-o com espanto e tão engraçadinho o achou que lhe deu de presente um tamborinho.O Macaquinho começou a aprender a tocar no seu tamborinho e por longos dias deixou-se ficar por ali. Mas tanto andou, tanto passeou, tanto no tamborinho tocou, que os dias se passaram uns atrás dos outros e o macaquinho de nariz branco começou a sentir profundas saudades da Terra e das suas gentes. Então, foi pedir à Lua que o deixasse voltar.
*
— Para que queres voltar?— Tenho saudades da minha terra, das palmeiras, das mangueiras, das acácias, dos coqueiros, das bananeiras.
A Lua mandou-o sentar no tamborinho, amarrou-o com uma corda e disse-lhe:
— Macaquinho de nariz branco, vou-te fazer descer, mas toma tento no que te digo. Não toques o tamborinho antes de chegares lá abaixo. E quando puseres os pés na Terra, tocarás então com força para eu ouvir e cortar a corda. E assim ficarás liberto.
*
O Macaquinho, muito feliz da vida, foi descendo sentado no tambor. Mas a meio da viagem, oh!, não resistiu à tentação. E vai de leve, levezinho, de modo que a Lua não pudesse ouvir, pôs-se a tocar o tambor tamborinho. Porém, o vento soltando brandos rumores fazia estremecer levemente a corda. Ouviu a Lua os sons compassados do tantã(tambor) e pensou:
'O Macaquinho chegou à Terra'. E logo mandou cortar a corda.
*
E eis o macaquinho atirado ao espaço, caindo desamparado na ilha natal. Ia pelo caminho diante uma rapariga cantando e meneando-se ao ritmo de uma canção. De repente viu, com espanto, o infeliz estendido no chão. Mas tinha os olhos muito abertos, despertos, duas brasas produzindo luz. O tamborinho estava junto dele. E ainda pôde dizer à rapariga que aquilo era um tambor e o entregava aos homens do seu país.

*
A moça, ainda não refeita da surpresa, correu o mais velozmente que pôde a contar aos homens da sua raça o que acabava de acontecer.Veio gente e mais gente. Espalhavam-se archotes. Ouviam-se canções.
*
E naquele recanto da terra africana fazia-se o primeiro batuque(Dança africana acompanhada por tambores) ao som do maravilhoso tambor.Então os homens construíram muitos tambores e, dentro em pouco, não havia terra africana onde não houvesse esse querido instrumento.Com ele transmitiam notícias a longas distâncias e com ele festejavam os grandes dias da sua vida e a sua raça.

*
O tambor tamborinho ficou tão querido e tão estremecido do povo africano que, em dias de tristeza ou em dias de alegria, é ele quem melhor exprime a grandeza da sua alma."
*
*FONTE:
FERREIRA, Manuel (escritor de Guiné-Bissau). No Tempo em que os Animais Falavam, Colecção Novas Leituras Africanas de Língua Portuguesa – Vol. 5, Editorial do Ministério da Educação.

domingo, 24 de janeiro de 2010

♫AYO: ALEGRIA EM YORUBÁ♫ NO CASO DO MENINO DE 8 ANOS RESGATADO APÓS 8 DIAS SOB ESCOMBROS NO HAITI: ALEGRIA DE VIVER♫


♫NOS ALEGRA VER A VIDA NASCENDO E MAIS AINDA RENASCENDO DO PÓ OU DAS CINZAS DO QUE SOBROU DO HAITI♫

♫APÓS 8 DIAS SOTERRADO ESTE MENINO NOS MOSTROU O REAL VALOR DA VIDA: VIVER! SALVE AS CRIANÇAS DE TODO MUNDO!
*QUE A VITALIDADE DOS IBEIJIS NOS ESTIMULE A ENFRENTAR OS DISSABORES COMO APRENDIZADO; QUE NÃO PERCAMOS A PUREZA MESMO QUE, AO NOSSO REDOR, A TENTAÇÃO NOS ENVOLVA. QUE A INOCÊNCIA NÃO SIGNIFIQUE FRAQUEZA, MAS SIM REFINAMENTO MORAL!*
ONIBEIJADA!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

*EIS OS TRÊS SORTEADOS DA PROMOÇÃO GENTE É PRA BRILHAR NEGROS GATOS DE ARREPIAR QUE GANHARAM O LIVRO "BESOURO: FEIJOADA NO PARAÍSO"*

*
*CAROS LEITORES E AMIGOS, MUITO OBRIGADA PELA PARTICIPAÇÃO NA PROMOÇÃO "GENTE É PRA BRILHAR - NEGROS GATOS DE ARREPIAR" QUE TERMINOU ONTEM COM O SORTEIO DO LIVRO "BESOURO: FEIJOADA NO PARAÍSO".
*
*OS PARTICIPANTES QUE ENVIARAM AS FOTOS E CONCORRERAM AO LIVRO ESTÃO NESTA LISTA, QUE FIZ E RECORTEI CADA NOME EM PARTES IGUAIS PARA O SORTEIO QUE OCORREU NO CASTELINHO DA PAVUNA, ONTEM NO BAILE EM COMEMORAÇÃO AO DIA DE SÃO SEBASTIÃO PADROEIRO DO RIO DE JANEIRO:

*DEPOIS DE RECORTAR OS NOMES E COLOCÁ-LOS NUM BAUZINHO IMPROVISADO, FUI PARA O SUPER BAILE DO CASTELINHO ONDE TOCA A BANDA BRASIL SHOW QUE AÍ ESTÁ EM PLENA PERFORMANCE:



E O POVO SE ACABANDO...

DE DANÇAR...PRINCIPALMENTE SAMBA...
ASSIM COMO EU QUE NÃO IA FICAR DE FORA DESTA
NA HORA DO INTERVALO O COMPROMISSO DO SORTEIO...
A LENA TIROU O PRIMEIRO SORTUDO QUE É ESTE AÍ: EDÚ CASÉ, RIO DE JANEIRO, CANTOR DA BANDA, POR ISSO ESTAVA LÁ PRA CONFERIR,PARABÉNS QUERIDO!

*JÁ A PATRÍCIA TIROU O SEGUNDO SORTUDO QUE FOI O
RICARDO RISO DO RIO DE JANEIRO! PARABÉNS RIC!
E O ÚLTIMO NOME SORTEADO PELA AMIGA JACIRA, FOI DE UMA MOÇA LINDA QUE MANDOU FOTOS DE 3 AMIGOS DE SALVADOR - BAHIA: PARABÉNS DANIELA MOREIRA, VC MERECE!

MAIS UMA VEZ OBRIGADA PELA PARTICIPAÇÃO DE TODOS! ESTAREI ENVIANDO OS LIVROS PELO SERVIÇO DE CORREIOS. AFRO-ABRAÇOS! Denise Guerra.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

♫SALVE SÃO SEBASTIÃO PADROEIRO E PROTETOR DO RIO DE JANEIRO - CIDADE MARAVILHOSA!♫

video
*
*
SEBASTIÃO(GILBERTO GIL E MILTON NASCIMENTO)
*
Sebastian, Sebastião
Diante de tua imagem
Tão castigada e tão bela
penso na tua cidade
Peço que olhes por ela
*
Cada parte do teu corpo
Cada flecha envenenada
Flechada por pura inveja
é um pedaço de bairro
é uma praça do Rio
Enchendo de horror quem passa
*
Oô cidade, oô menino
Que me ardem de paixão
Eu prefiro que essas flechas
Saltem pra minha canção
Livrem de dor meus amados
*
Que na cidade tranqüila
Sarada cada ferida
Tudo se transforme em vida
Canteiro cheio de flores
pra que só chorem, querido,
Tu e a cidade, de amores


Como Carioca que sou, festa de Momo chegando, não podia deixar de homenagear o orixá guerreiro Oxossi que no sincretismo representa São Sebastião, com o famoso samba da
PORTELA
Enredo: Contos de Areia - 1984
Compositores: Dedé da Portela e Norival Reis
*
*
Ê Bahia...Bahia é um encanto a mais
Visão de aquarela
E no ABC dos Orixás
Oranian é Paulo da Portela
Um mundo azul e branco
O deus negro fez nascer
Paulo Benjamim de Oliveira
Fez esse mundo crescer (okê, okê)
*
Okê-okê Oxossi
Faz nossa gente sambar
Okê-okê, Natal Portela é canto no ar
Okê-okê Oxossi
Faz nossa gente sambar
Okê-okê, Natal Portela é canto no ar
*
Jogo feito, banca forte
Qual foi o bicho que deu?
Deu Águia, símbolo da sorte
Pois vintes vezes venceu
*
É cheiro de mato
É terra molhada
É Clara Guerreira
Lá vem trovoada
É cheiro de mato
É terra molhada
É Clara Guerreira
Lá vem trovoada
Epa hei, Iansã! Epa hei!
Epa hei, Iansã! Epa hei!
*
Na ginga do estandarte
Portela derrama arte
Neste enredo sem igual
Faz da vida poesia
E canta sua alegria
Em tempo de Carnaval(...)Volta ao início.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

*I CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA AFRO-BRASILEIRA ESTÁ EM PREPARAÇÃO*

*A inscrição para a Pré-Conferência Nacional de Cultura Afro-Brasileira, vai até dia 31/01/2010 – Inscreva-se!


A Pré-Conferência Nacional de Cultura Afro-Brasileira acontecerá nos dias 24 e 25 de fevereiro em Brasília e levará as propostas do setor para a II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), que acontecerá entre os dias 11 e 14 de março, também na capital federal.


O objetivo do encontro é elencar as prioridades do setor e formular estratégias para as políticas públicas nacionais de forma a contribuir com a formulação de um Plano Nacional de Cultura Afrobrasileira. Para isso a Pré-Conferência vai eleger 15 delegados e 15 suplentes que representarão a cultura afro na plenária geral da II CNC, além de eleger a lista tríplice para representar o segmento no âmbito do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) para o exercício de 2010 / 2011.


Os candidatos a delegados podem ser artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores, militantes, pesquisadores e demais protagonistas da cultura afro-brasileira e as inscrições devem ser feitas através do Blog do CNPC - http://www.cultura.gov.br/cnpc.


Além da inscrição os participantes devem enviar a documentação necessária para o endereço eletrônica do Conselho cnpc@cultura.gov.br ou para a sede, que fica na Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 3º Andar. Brasília-DF, CEP 70068-900.


A seleção será feita por uma comissão de seleção composta por diretores da Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, e representantes da comissão organizadora da II CNC. O resultado será divulgado no dia 8 de fevereiro.

*Fonte:
http://www.africa21digital.com/noticia

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

♫O BERIMBAU PODE SER O ANCESTRAL DOS INSTRUMENTOS MUSICAIS FEITOS DE CABAÇA COMO O GOJE E A VIOLA BRASILEIRA. VEJA SUAS HISTÓRIAS♫

*BERIMBAU*

Trazido para o Brasil pelos escravos, o Berimbau é um instrumento de percussão da família dos cordofones. De suposta origem africana, tornou-se conhecido através das manifestações culturais como o samba de roda, candomblé e a capoeira, onde tem a função de marcar o ritmo da luta.


O nome de origem do conhecido arco musical é termo angolano Urucungo. Berimbau é uma palavra brasileira e onomatopéica, que imita o som do instrumento. Porém, também pode ser associado ao nome mbirimbau, vindo do termo Balimbano.

O instrumento é constituído de um arco feito de uma vara de madeira de comprimento aproximado de 1,20m e um fio de aço (arame) preso nas extremidades da vara.


Em uma das extremidades do arco é fixada uma cabaça que funciona com caixa de ressonância. O som é obtido percutindo-se uma haste no arame; podendo variar abafando o som da cabaça e (ou) encostando uma moeda de cobre no arame. Complementa o instrumento o caxixi, uma cestinha de vime com sementes secas no seu interior.


*HISTÓRIA DO BERIMBAU


O berimbau é talvez um dos instrumentos musicais mais primitivos de que se tem informação. Alguns pesquisadores acreditam que o arco musical resultou do desenvolvimento do arco de caça, cuja invenção pode ter ocorrido em algum momento entre 20.000 e 15.000 anos passados, no norte da África.


Outros já supuseram exatamente o contrário: o arco de caça é que teria se originado do arco musical, e, para aumentar o elenco de possibilidades, existem opiniões que discordam das anteriores: o arco musical e o arco de caça tiveram origem e desenvolvimento completamente independentes um do outro.


Mas são pinturas localizadas em uma caverna na região sudeste da França e datadas do período da pré-história que surgem com prova da história muito antiga desse marcante instrumento. Figuras retratam um homem que se veste com peles de bisão, segurando um objeto que se parece com o arco. Assim, é possível fixar o período por volta de 15.000 a.C. como a época em que provavelmente ocorreu o seu uso pelo homem primitivo.


O arco musical também se fez presente nas antigas culturas egípcia, assíria, caldéia, fenícia, persa e hindu. Na África, muitas espécies do berimbau musical podem ser encontradas entre tribos de Uganda, pigmeus do Congo, em Angola e em outras regiões.


No Brasil, ele também é conhecido por várias outras terminolgias como rucungo, urucurgo, orucungo, oricungo, uricungo, rucungo, ricungo, berimbau de barriga, gobo, marimbau, bucumbumba, bucumbunga, gunga, macungo, matungo, mutungo, aricongo, arco musical e rucumbo. No sul de Moçambique, tem o nome de xitende, e em Angola é chamado hungu ou m"bolumbumba.


Os diferentes ritmos utilizados na capoeira, como tocados no berimbau, são conhecidos como toques em compasso binário e com variação dos andamentos, lento, moderado e rápido. Entre os toques mais conhecidos estão o São Bento Grande, o São Bento Pequeno (o mais rápido), Angola, Santa Maria, o toque de Cavalaria (que servia para avisar a chegada da polícia), o Amazonas e o Iuna.

GOJE

Quem me contou sobre o Goje foi o meu amigo Guará Matos, do Blog Jornal Afogando o Ganso, que descobriu este instrumento quando estava assistindo a uma coleção de DVDs sobre a “História do Blues”. O dito DVD citou o instrumento Goje, que tem uma ou duas cordas feitas de crina, com o bojo de “cabaça” e um arco também com crina, usado para obter som. O GOJE é um instrumento tipo a Rabeca e também parecido com o Violino, muito popular no Norte de Minas.

O Goje é tocado como instrumento solo, dando a música “emoção e brilho”. E por esse motivo ele é muito citado entre os “bluseiros”

A História do Delta do Mississipi, onde nasceu o Blues que posteriormente deu origem ao Jazz, conta que a guitarra acústica, utilizada pelos músicos de blues, foi inspirada nesse instrumento africano. Por isso aquele som “solado” com dedal de metal ou vidro, em contato com as cordas, que dá o tom lamentoso, quase chorando e que mostra todo o sofrimento do negro por aqueles lados.
*
O Goje, é um dos muitos nomes para uma variedade de viola de uma ou de duas cordas de crina da África Ocidental, quase exclusivamente tocada pelos grupos étnicos que habitam o norte de Gana, Sahel e o Sudão. Pele de cobra ou lagarto cobre uma tigela de cabaça, uma corda de crina é a ponte suspensa. Um Goje é tocado com um arco de corda. É comumente utilizado na música do povo da etnia hausá comum na Nigéria.
*GOJE*



O Goje costuma acompanhar a música, e normalmente é tocado como um instrumento solo, embora tenha também características predominantes em conjuntos com outras cordas africanas do oeste, instrumentos de sopro ou de percussão, incluindo o Shekere ou Ney.

*Veja os diversos nomes pelos quais o Goje é conhecido:
- Goge (Hausa/Zarma),
- Gonjey (Dagomba, Gurunsi), - Gonje (Mamprusi-Dagomba), - Njarka (Songhay), - N'Ko (Bambara, Mandinga e outros idiomas Mandê), - Imzad (Tuareg).


VIOLA BRASILEIRA FEITA DE CABAÇA

Aqui no Brasil temos um, podemos dizer “Luthier ou Artesão”, que faz uma espécie de viola com cabaças tocadas com cordas de viola, é o Levi RamiroNatural de Uru, pequena cidade do interior Paulista, hoje residente em Pirajuí, o violeiro e artesão tem sua trajetória marcada inicialmente pelo violão que o acompanhou nas primeiras composições e nos primeiros festivais. A partir de 1995, adotou a viola de cabaça como principal instrumento, absorvendo seu universo cultural que veio de encontro com suas raízes, motivo pelo qual ampliou sua produção musical, tanto na arte de tocar como na de fabricar o instrumento.



Com base nos valores da cultura caipira e misturando elementos que formam nossa Música Brasileira, Levi Ramiro celebra em suas composições, a poesia e a simplicidade da vida interiorana.

A Cabaça é uma fruta de uma planta parecida com a abóbora, conhecida também como porunga. Depois de seco, o fruto serve como caixa de ressonância para a fabricação artesanal da Viola Brasileira. Agora que conhecemos este novo instrumento brasileiro só falta agente ouvir a viola do Levi Ramiro.




Talvez possamos supor que o Berimbau, devido aos indicativos temporais do seu aparecimento (15.000 a 20.000 atrás), seja o ancestral mais antigo destes instrumentos feitos de cabaça. A grande doação da natureza além do som, matéria física solta no ar, são estas criações do homem para fazer ressoar sua criatividade e seu sentimento, Afinal, como diz a música Serra do Luar do compositor Walter Franco gravada pela cantora Leila Pinheiro:

“Viver é afinar o instrumento

De dentro prá fora

De fora prá dentro

A toda hora, todo momento

De dentro prá fora

De fora prá dentro

A toda hora, todo momento

De dentro prá foraDe fora prá dentro(...)

*FONTE: Informações sobre o Goje enviadas gentilmente pelo amigo Guará Matos do Blog Jornal Afogando o Ganso a quem agradeço.

*http://afogandooganso.blogspot.com

*http://www1.prefpoa.com.br/pwtambor

*http://pt.wikipedia.org/wiki/

*http://sitecurupira.blogspot.com

*http://leviramiro.multiply.com/journal

sábado, 16 de janeiro de 2010

*Iº PRÊMIO NACIONAL DE EXPRESSÕES CULTURAIS AFRO-BRASILEIRAS* Inscrições Até 05/03/2010*


*O Prêmio Expressões Culturais Afrobrasileiras foi concebido em 2006, após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado no Teatro Vila Velha, em Salvador. Um dos temas mais debatidos no fórum tratava da ausência de editais públicos e de linhas de financiamento direcionadas exclusivamente para o desenvolvimento de artistas, grupos e companhias que trabalham com a produção artística de estética negra.


*Nesta Primeira Edição Serão Contemplados Três Segmentos:
*Teatro

*Dança

*Artes Visuais


*O Prêmio é realizado pelo CADON - Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves, em conjunto com a Fundação Cultural Palmares - FCP e com patrocínio da Petrobras.


*Mais informações: www.premioafro.org
*Esclarecimento de dúvidas: secretaria@premioafro.org, telefone (21) 2533-1171.
*Publicado por
Geisa - Observatório dos Editais

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

*INTOLERÂNCIA E PRECONCEITO: AFIRMAÇÕES DO CÔNSUL HAITIANO NO BRASIL NÃO SÃO DIGNAS DE SUA POSIÇÃO*

*INFELIZ COMENTÁRIO, INFELIZ CONCEPÇÃO SOBRE O AFRICANO E SUA CULTURA, MOSTRA O DESPREPARO DO CÔNSUL DO HAITI NO BRASIL E NOS FAZ PENSAR A QUANTAS TEM CAMINHADO AS DIVERSAS REPRESENTAÇÕES DIPLOMATICAS EM TODA A ÁFRICA.

*UM POVO QUE SOFRE COM ANOS DE VIOLAÇÕES À SUA CULTURA DEVERIA ESTAR MELHOR REPRESENTADO E MELHOR ASSISTIDO. HÁ INÚMERAS EXIGÊNCIAS PARA QUE UMA PESSOA SE TORNE CÔNSUL DE ALGUM PAÍS, PELO JEITO TEM QUE SER REVISTAS ESTAS EXIGÊNCIAS, NO SENTIDO DE QUE O CANDIDATO A CÔNSUL SEJA NO MÍNIMO RESPEITOSO COM A CULTURA QUE IRÁ REPRESENTAR.

video

*SOMOS SOLIDÁRIOS AO POVO HAITIANO E QUE OS DEUSES AFRICANOS POSSAM ABENÇOÁ-LOS PARA QUE TUDO SE RESOLVA DA MELHOR FORMA POSSÍVEL. AXÉ HAITI!

Denise Guerra.

http://www.youtube.com/watch?v=6_JyWtnPiyA

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

*SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI: Chamamento ao Movimento Social Negro do Brasil e à Sociedade Civil brasileira em Geral*

*Por Paulo Rogério Nunes

Na última terça, 12 de janeiro, a República do Haiti - o mais africano dos países da chamada América Latina -, sofreu uma tragédia sem precedentes: um terremoto que atingiu grau sete na escala Richter, o mais forte em 200 anos, pulverizou a sua capital, Port-au-Prince, de três milhões de habitantes (equivalente a população de Salvador, Bahia). O sismo destruiu grande parte da precária estrutura da mais pobre nação do continente, além de sua frágil economia.


Os números da tragédia assustam. Segundo Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, “cerca de um terço” da população do Haiti – pais com nove milhões de habitantes – “foi afetado pelo desastre”. Mas, as vítimas da tragédia - que já contabiliza mais de 100 mil mortos - podem ir “muito além dessa cifra”, indicou ontem o presidente do Haiti, René Préval. Informações da agência CNN chegam a apontar cerca de meio milhão de óbitos.


Comitês de solidariedade estão sendo formados em várias partes do mundo, em especial, nas regiões de maior concentração de afrodescendentes, pois a nação haitiana é a que mais representa a luta contra a opressão racial no mundo, tendo sido a primeira república fundada por ex-escravos, em 1804, após una intensa contenda militar de quinze anos. É necessário, portanto, que o movimento negro brasileiro e demais organizações da sociedade civil mobilize-se em solidariedade às vítimas naquele país.


Esse é o momento de manifestarmos nossa real solidariedade pan-africana e agirmos no sentido de ajudar a nação que ousou desafiar o poder colonial europeu e pagar, até hoje, um alto preço por aquele fato revolucionário e humanista inédito. Foram negros, em situação de escravidão, que com a força dos ancestrais, deixaram uma mensagem de luta para toda a diáspora. Neste momento milhares de haitianos estão desabrigados e, segundo a imprensa internacional, a ajuda humanitária chega à conta gotas.


Precisamos deixar nossas divergências políticas de lado por um instante e criar instâncias de discussão e, sobretudo ação, para reparar os danos.


Convocamos, portanto, todas as organizações e indivíduos que queiram ajudar o povo haitiano à identificar e executar estratégias de solidariedade aos nossos irmãos e irmãs. O Brasil, maior nação negra do hemisfério, em números absolutos, precisa assumir a responsabilidade histórica de lutar pela verdadeira reconstrução haitiana, sobretudo, quando os holofotes da mídia não tiverem mais direcionados à tragédia no Haiti.


A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em francês), coordenada pelo governo brasileiro, tem sido criticada por observadores internacionais por sua inoperância e por parte da população haitiana que a consideram uma intervenção sub-imperialista.


É preciso, portanto, que pressionemos o Governo Federal que, desde 2004, mantém tropas no Haiti, para criar um fundo financeiro com recursos públicos e de doadores individuais, para que sejam enviados alimentos, roupas e materiais para socorrer a população daquele país.


A HISTÓRIA DO HAITI


O Haiti foi inicialmente chamado São Domingo pelos espanhóis que invadiram a região, no século XV dividindo a Ilha entre Haiti (no crioulo haitiano Ayiti) e a República Dominicana. Após essa divisão, a colonização foi estendida para toda a ilha, com a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520, as atividades econômicas da Espanha no Haiti começaram a declinar e, após um acordo diplomático, a ilha é transferida para o domínio francês que inaugurou um período de escravidão africana.


Em 1754, havia 465 mil escravizados, e a elite era composta por apenas 5 mil brancos; daí o estopim para uma série de insurreições anti-escravidão e uma brutal e permanente repressão na colônia. Mas, sob a liderança do líder revolucionário, Toussaint l'Ouverture - um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual de maneira clandestina - é preparado o processo de independência por meio de uma longa contenda militar contra os exércitos da França sob ordens de Napoleão. Esse é o pesado legado histórico cujas conseqüências ficaram vigentes até os dias atuais.


L´Ouverture não viveria para ver a independência do seu País, pois foi capturado pelos franceses e levado para a França; morreu num cárcere como um criminoso qualquer. Apesar da morte de seu principal líder, o ideal da independência e da erradicação da escravidão já estava semeado nos corações dos ex-escravosSob o comando do general Jean-Jacques Dessalines - um intrépido líder ex-escravo, cujas forças destruíram os melhores exércitos enviados pelo imperador Napoleão, os haitianos insurrectos expulsaram as tropas francesas e proclamam a independência, em 1 de janeiro de 1804. Com essa vitória o Haiti semeou a esperança do fim da escravidão em todo o continente americano, e deu um impulso impensável até então às lutas abolicionistas e de libertação nacional no hemisfério ocidental.


A reconstrução haitiana não será apenas uma conquista de uma ilha, mas da resistência por liberdade de toda nação negra na diáspora.


*Informações cedidas por Paulo Rogério Nunes do Instituto Mídia Étnica, através do Correio Nagô

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

*LAVAGEM DO BONFIM - CULTO AO SANTO CATÓLICO E AO ORIXÁ OXALÁ


Pela primeira vez em 254 anos de história, um representante da Igreja Católica vai abençoar os participantes da Lavagem do Bonfim, que ocorre nesta quinta-feira, 15, em Salvador. Quem garante é o padre Edson, vigário da Paróquia de Nosso Senhor do Bonfim. Segundo ele, os fieis que chegarem ao adro da igreja serão abençoados e poderão ouvir algumas palavras “para alimentar a alma”.

*
O pároco afirmou que a iniciativa foi tomada por uma questão de “sensibilidade pastoral”.“Eu acho que a ausência da Igreja deixava um vazio muito grande no fim da festa”, explicou o padre. Para ele, ainda, o cortejo “é bonito e merece respeito por receber tanta gente, pessoas de diversas expressões religiosas”. O Padre Edson, que aguardará a chegada dos fiéis em uma sacada sobre a porta principal da igreja, diz que sua origem influenciou na iniciativa.”Eu sou baiano e gosto muito do cortejo”, afirmou.



O culto ao Senhor do Bonfim teve origem em 1669, em Setúbal, Portugal. Ainda neste ano o culto chegou ao Brasil, junto com uma cruz de Jesus crucificado. Uma imagem igual à que existe em Portugal chegou à Bahia em 1745 e, em 1754, foi construída a atual Igreja (Basílica) de Nosso Senhor do Bonfim.
*
Esta festa é considerada a mais importante das comemorações de largo de Salvador. Com data móvel, os festejos religiosos (a parte sacra da festa) consiste num novenário que se encerra no segundo domingo após o Dia de Reis.


*
A festa realiza-se no Largo do Bonfim, bem em frente à igreja, no alto da Colina Sagrada, na última quinta-feira antes do final do novenário e é marcada pela lavagem da escadaria e do adro da igreja por baianas vestidas a caráter, trazendo na cabeça água de cheiro (muito disputada entre os fiéis) para lavar o chão da igreja e flores para enfeitar o altar.

*
Nos cultos afro-católicos, o Senhor do Bonfim é sincretizado com Oxalá, segundo Verger, "sem outra razão aparente senão a de ter ele, nesta cidade, um enorme prestígio e inspirar fervorosa devoção aos habitantes de todas as categorias sociais" (1997: 259). Ocorre também uma aproximação entre a festa católica e a dos cultos afro-brasileiros, as "Águas de Oxalá".

*
A festa da lavagem é atribuída à promessa de um devoto. Acredita-se que o ritual da lavagem teve origem nos tempos em que os escravos eram obrigados a levar água para lavar as escadarias da Basílica para a festa dos brancos, desde esta época um agradecimento do povo às graças concedidas pelo Senhor do Bonfim. Considera-se o ano de 1804 como o da primeira lavagem oficial.

*
O cortejo parte ainda pela manhã da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e vai até o Bonfim, arrastando multidões num percurso de aproximadamente 14 quilômetros. Uma presença certa nesta caminhada é a de autoridades civis e militares, artistas e personalidades da cidade de Salvador, da Bahia e do Brasil.


*
Até a década de 50 as baianas tinham acesso ao interior da Igreja, onde o chão era lavado "com energia e entusiasmo" (Verger, 1990: 11), até que as autoridades eclesiásticas limitaram a lavagem apenas ao adro da Igreja.


*
Paralelo aos festejos religiosos, há ainda a festa "profana", marcada pela presença de barracas de comidas típicas e bebidas, desde o alto da Colina Sagrada. A partir de 1998 a parte carnavalesca da festa sofreu uma intervenção imposta pela Prefeitura Municipal e pela Arquidiocese de Salvador que, numa tentativa de defender as tradições históricas da festa, promoveram um afastamento dos trios elétricos e caminhões de blocos alternativos que acompanhavam o cortejo desde a Avenida Contorno, muitas vezes sequer chegando à metade do percurso e de uma certa forma desviando e desvirtuando o caráter religioso do dia, promovendo um mini-carnaval com direito a todos os excessos que lhe são peculiares.

*AS FITINHAS OUTRO SÍMBOLO DA FÉ*

A Fita original foi criada em 1809, tendo desaparecido no início da década de 1950. Conhecida como medida do Bonfim, o seu nome devia-se ao fato de que media exatos 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia. A imagem foi esculpida em Setúbal, em Portugal, no século XVIII. A "medida" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada. Era usada no pescoço como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos, funcionando como uma moeda de troca: ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo (ex-voto). Como lembrança, adquiria uma dessas fitas, simbolizando a própria igreja.

*
Não se sabe quando a transição para a atual fita, de
pulso, ocorreu, sendo fato que em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador, quando foi adotada pelos hippies
baianos como parte de sua indumentária.

*
Cada cor tem um orixá responsável e uma função de acordo com o elemento que pertence aquele orixá. Assim Branco é de Oxalá, Azul de Yemanjá, Verde de Oxossi e Ossãin, Vermelho e Branco para Iansã e Ogum, Vermelho para Xangô, Vermelho e Preto para Exú, Amarelo para Oxum, Amarelo e Branco para Oxumaré embora este Orixá seja responsável pelo arco-íris. Há outros orixás e suas cores correspondentes, mas, aqui estão os mais cultuados.
*
*Fonte:http://www.atarde.com.br/cidades

♫OFICINAS DE DANÇA GRATUITAS PARA CRIANÇAS E ADULTOS NO CENTRO COREOGRÁFICO DO RIO DE JANEIRO♫


*Informações enviadas gentilmente através de email pelo Centro Coreográfico do Rio de Janeiro.
*Endereço: Rua José Higino, nº115 - Tijuca - Rio de Janeiro.
*Email:ccoreografico@gmail.com

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

♫PEDRA DO SAL: 25 ANOS DE TOMBAMENTO!♫

*Por Mauro Viana



Os atores Chico Diaz e Silvia Buarque de Hollanda visitaram a Pedra do Sal, em razão dos 25 anos de tombamento do monumento histórico carioca. Recebidos pela partideira Márcia Moura (foto), os globais versaram sobre os filmes que retratam a Zona Portuária. Eles lembraram das seguintes produções: "Pequena África" de ZózimoBulbul, "Morro da Conceição", de Cistiana Grumbach, "Sal do Samba" de Álvaro Sarmiento ea "Revitalização Portuária" (Luiz Claudio Guilherme Dias).
*
*
*Foto enviada pelo jornalista Mauro Viana: Sílvia Buarque, Márcia Moura e Chico Diaz*

*

As cine-cartografias da região, felizmente, não esgotam as micro-histórias da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Morro da Providência,Morro do Pinto e Pedra Lisa. Estes bairros, é bom não esquecer, que formamos um cinturão histórico da Zona Portuária do Rio de Janeiro Histórico e turístico como a Pedra do Sal cujo tombamento data de 20 de novembro de 1984. O aniversário de 25 anos de tombamento, aliás, é o gancho do video-release do jornalista Mauro Viana. O pesquisador e escritor Hiram Araújo, os compositores Djalminha da Providência e Haroldo César, o grupo Batuque na Cozinha e todos os compositores do Samba na Fonte são personagens do video-documentário. O trabalho faz uma ponte entre a secular história da Pedra do Sal e os dias de hoje.

*
*
Para quem não sabe, a Pedra do Sal funcionava como local de mercados de escravos (casas de engorda) e toda a logística do tráfico de africanos nos séculos XVIII e XIX. Este marco histórico ressoa mesmo Depois da chamada abolição da escravatura, em 1888, este marco histórico permanece retumbando em todo o Brasil.
*
*
Cinematograficamente, o local transmutou-se em espaço sagrado. A Pedra do Sal é palco e cenário para partir de rituais afro-religiosos, batuques e rodas de capoeira. Sambistas e chorões como Donga, João da Baiana e Pixinguinha também elegeram a Pedra do Sal para seus encontros político-musicais, nos anos 20 do século passado.
*
*
Foto: Pedra do Sal http://imagesgoogle.com/
*
Mais adiante, nos anos 80, Ângela Moreira, esposa de Wilson Moreira (Wilson Moreira é parceiro de Nei Lopes em Senhora Liberdade) regeu memoráveis encontros de sambistas naquele santuário. Como a fila anda, no início do ano 2000, a Associação de Moradores da Saúde recebia centenas de jovens-universitários, em torno da feijoada e do grupo Panela Di Barro e da partideira Márcia Moura. Naquela época, as cantoras Adriana Passos, Julieta Brandão também eram artistas-residentes da Pedra do Sal. Além deste time, o grande Claudio Camunguelo emoldurava as tardes de domingo com seu desconcertante humor. Tudo isso, regado a refinada flauta do eterno estivador.
*
*
É bom registrar também que a pioneira feijoada da Pedra do Sal recebia ilustres convidados como Tia Surica, Haroldo Melodia, Bateria da Vizinha Faladeira, Beth Carvalho, GeisaKety, Wilson Moreira e muitos outros. Na verdade o Sal do Samba, era abençoado pelas Baianas do Acarajé. nas figuras de Mãe Estela, Mãe Raimundinha, Ekéde Maria Moura e protegidas pelos capoeiras de MestreArerê, recolocou-se a Pedra do Sal no mapa turístico da cidade. Se houver alguma dúvida pergunte ao jornalista e escritor Délcio Teobaldo ou aos fotógrafos Jorge Ferreira e Maurício Hora. Tem ainda a opção de consultar o músico Carlinhos Trumpete, o poeta Wilson Biblio ou a pesquisadora Dalva Beltrão. Eles colecionam um rico acervo deste momento da Pedra do Sal.
*
*
É isso gente, além de recolocar a Pedra do Sal no seu devido lugar entre os monumentos históricos do Rio de Janeiro, o Sal do Samba, como era conhecido, serviu de inspiração para a retomada das feijoadas das Escolas de Samba. Alguma dúvida? Pergunte à Tia Surica, ao Marquinhos de Oswaldo Cruz, ao Steve da Mangueira ou ao Jorginho do Império. Para quem ainda não se situou, a Pedra do Sal fica nas imediações Praça Mauá.
*
*
*Informações Gentilmente enviadas pelo jornalista Mauro Viana que é Diretor da Associação Cultural República do Samba(www.republicadosamba.org) - republicadosamba@gmail.com - tel.55-21 -.8648-4736