♫AMIGOS DO AFRO CORPOREIDADE♫

terça-feira, 12 de outubro de 2010

*FELICIDADES PARA TODAS AS CRIANÇAS!!!*


"O correr das águas, a passagem das nuvens, o brincar das crianças, o sangue nas veias. Esta é a música de Deus." (Hermann Hesse)


IBEJIS

. São divindades gêmeas infantis, é um ORIXÁ duplo e têm seu próprio culto, obrigações, e iniciação dentro do ritual.

Divide-se em masculino e feminino, (gêmeos).
. Os ORIXÁS gêmeos protegem os que ao nascer perderam algum irmão (gêmeo), ou tiveram problemas de parto. Em algumas casas de candomblé são referidos como ERÊS (crianças) que se manifestam após a chegada do ORIXÁ chamado de axé, erês ou axêros.
. A palavra Igbeji que dizer gêmeos e o orixá IBEJI é o único permanentemente duplo. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coexistem, respeitando o princípio básico da dualidade.
. No ALTO CANDOMBLÉ são cultuados como Xangô e ou Oxum crianças.
Os IBEJIS são saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados a ela, também recebem oferendas. Porém na verdade são ORIXÁS independentes dos erês.
. Por serem gêmeos, estão ligados ao princípio da dualidade e de tudo que vai nascer, brotar e criar.
Na África, as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza. Preocupar-se com os sustento das crianças é freqüente entre os povos negros, haja a vista a miséria das cidades africanas e a situação do negro na escravidão e na diáspora.
. Os ORIXÁS IBEJIS são os que indicam a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, mostrando que todas as coisas, em todas as circunstâncias, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.
Na África, os IBEJIS são indispensáveis em todos os cultos. Merecem o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuados no dia-a-dia. ELES não exigem grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é serem lembrados e cultuados.
. O poder dos IBEJIS jamais pode ser negligenciado, pois o que um orixá faz os IBEJIS podem desfazer, mas o que os IBEJIS fazem nenhum outro ORIXÁ desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade. Existe uma confusão latente entre o Orixá IBEJI e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade.
. O Erê é o intermediário entre a pessoa e seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exato entre a consciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos de seu ORIXÁ.
. Os IBEJIS gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas. Os IBEJIS, na nação Ketu, é o orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância. Os Ibejis estão presentes em todos os rituais do Candomblé, pois, assim como Exu, se não forem bem cuidados podem atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. É o orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega.
. Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda desse orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

6 comentários:

AFRICA EM POESIA disse...

Denise
As crianças o melhor que o mundo tem

Tenho sentido saudades...

E Hoje é sempre um belo dia para começar de novo...

beijoos para ti

HOJE


Hoje, é mais um dia.
Mais um que vem e que vai
E amanhã o dia amanhece de novo
Mas... igual a tantos outros...

Esperamos com ansiedade
Que o dia mude rapidamente
E se transforme em algo diferente
E em que nós possamos sentir essa diferença...

Diferença em tudo o que nos rodeia
Em tudo que existe à nossa volta...
E consigamos nessa diferença...
Sermos sempre iguais...
E sermos sempre... "mais nós"...

LILI LARANJO

Denise Guerra disse...

Oi Lili, saudades também. Obrigada pela encantadora presença e pelo poema ofertado! Saúde, Paz e bem! Bjs no coração!

Guará Matos disse...

para todoas as crianças, muitas felicidades!

Bjs.

Anônimo disse...

Nada melhor do que crianças.

Lucélia Muniz França disse...

Uma criança,
Uma essência,
Pura e ingênua,
Que acalenta a vida!!!
Um Presente e Um Futuro!!!
Que seja de PAZ e AMOR!!!

Denise Guerra disse...

Valeu Lucélia, vamos estimular nossa sociedade a tratarem as crianças como crianças! bjs!

♫ESCOLA DE MÚSICA PENTAGRAMA♫ Direção Mapinha * Músico-Professor♫

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*"Capoeira é de Todos e de Deus. Mundo e gentes têm mandinga, Corpo tem Poesia, Capoeira tem Axé"*

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*Frase do Livro "Feijoada no Paraíso" Besouro*
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♫SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS♫

  • *CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 6ª edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988.
  • *COSTA, Clarice Moura. O Despertar para o outro: Musicoterapia. São Paulo: Summus Editorial, 1989.
  • * FREGTMAN, Carlos Daniel. Corpo, Música e Terapia. São Paulo: Editora Cultrix Ltda,1989.
  • *EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003.
  • * FREYRE, Gilberto. Casa grande e Senzala. 50ª edição. São Paulo: Global Editora, 2005.
  • *HOBSBAWN, Eric J. História Social do Jazz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
  • *LOPES, Nei. Bantos, Malês e Identidade Negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
  • *_________. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2006.
  • *_________. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.
  • *_________. O Negro no Rio de Janeiro e sua Tradição Musical: Partido Alto, Calango, Chula e outras Cantorias. Rio de Janeiro: Pallas, 1992.
  • PEREIRA, José Maria Nunes. África um Novo Olhar. Rio de Janeiro: CEAP, 2006.
  • *RAMOS, Arthur. O Folclore Negro do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
  • *ROCHA, Rosa M. de Carvalho. Almanaque Pedagógico Afro-Brasileiro: Uma proposta de intervenção pedagógica na superação do racismo no cotidiano escolar. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006.
  • *___________. Educação das Relações Étnico-Raciais: Pensando referenciais para a organização da prática pedagógica. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007.
  • *ROSA, Sônia. CAPOEIRA(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *__________. JONGO(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *___________. MARACATU(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *SANTOS, Inaicyra Falcão. Corpo e Ancestralidade: Uma proposta pluricultural de dança-arte-educação. São Paulo: Terceira Margem, 2006.
  • *SODRÉ, Muniz. Samba o Dono do Corpo. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
  • TINHORÃO, José Ramos. Música Popular Brasileira de Índios, Negros e Mestiços.RJ: Vozes, 1975.
  • _________ Os sons dos negros no Brasil. São Paulo: Art Editora, 1988.