♫AMIGOS DO AFRO CORPOREIDADE♫

quarta-feira, 30 de junho de 2010

♫Imperdível!!! JONGO CONTEMPORÂNEO com a BANDA CAIXA PRETA no Centro Cultural da Justiça Federal - 04/07, 19h - Rio de Janeiro♫


Neste domingo, 04 de julho, o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), localizado no coração da cidade do Rio de Janeiro – Cinelândia – recebe a BANDA CAIXA PRETA que completa 12 anos e nesta oportunidade apresenta seu segundo CD JONGO CONTEMPORÂNEO.
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O conceito é fruto do diálogo com o Jongo Tradicional destacando-se a pesquisa de Augusto Bapt, produtor musical responsável pela concepção sendo também autor das letras e intérprete. Composta por músicos experientes como Joe Lima, Kátia Preta, Robertinho de Paula e Regis Gonçalves, o trabalho híbrido da BANDA CAIXA PRETA representa o que há de mais autoral na música popular carioca. O show que tem início às 19:30 inclui músicas do primeiro CD – 100% GONÇA – lançado em 1999 e músicas do novo CD – JONGO CONTEMPORÂNEO além dos pontos tradicionais do Jongo.
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A Caixa Preta fará sua próxima apresentação durante o VI Congresso Nacional de Pesquisadores Negros (COPENE), na Concha Acústica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no dia 28 de julho(Congresso já anunciado aqui no Blog Afrocorporeidade).
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Em novembro, dias 20 e 21, a BANDA CAIXA PRETA participa do projeto JONGO CONTEMPORÂNEO - Lançamento do CD homônimo, que acontecerá no Teatro de Arena da Caixa Econômica Federal, ou CAIXA CULTURAL, também no Centro do Rio de Janeiro.
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*Fonte:
Recebido através do email do meu amigo Augusto Bapt
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terça-feira, 29 de junho de 2010

*Consciência Negra Promove a Produção de Cartazes e Abre Espaço para Opiniões*


*Consciência Negra promove a produção de cartazes
A campanha Consciência Negra em Cartaz, criada pela secretaria de Estado da cultura de São Paulo convida toda população a participar na criação de cartazes sobre o tema, que serão expostos no site oficial.A pergunta-tema “O que é Consciência Negra para você” serve de inspiração para a confecção livre do cartaz, que pode conter somente palavras ou palavras e imagens. Mostre para o Brasil sua visão sobre Consciência Negra.
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Os participantes também poderão criar uma frase sobre sua visão do tema, que ficará visível no site.Visite o site da campanha www.consciencianegra.com.br para ler o regulamento e participar. Os 50 cartazes selecionados pela curadoria ficarão expostos na semana da Consciência Negra.
Acompanhe a “Consciência Negra em Cartaz” no Twitter pelo http://www.twitter.com/conscienciasp
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*Fonte:
Enviado pela Assessoria de Imprensa Consciência Negra em Cartaz na pessoa de Leonardo Luis a quem agradecemos!
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

*Ebony English - Escola com Estrutura Pedagógica no Ensino da Língua Inglesa com Base na Cultura Africana Convida p/ Palestra c/ Vice-Consul dos EUA*


PALESTRA COM A VICE CONSUL DOS ESTADOS UNIDOS
NA EBONY ENGLISH
Programas Educacionais Americanos;
Realidade Afro-Americana;
Vistos;
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Sobre a Palestrante:
Deneyse Kirkpatrick
Formada em Howard e com Mestrado em Georgetown,onde foi Presidente da Associação de Estudos Latino-Americanos.
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Já esteve na Republica Dominicana, Venezuela, Moçambique, Argentina e Uruguay – onde conduziu uma pesquisa sobre a população Afro-Uruguaia e seus esforços para serem reconhecidos como cidadãos e as relações entre Afro-Americanos e Afro-Imigrantes nos espaços urbanos.
QUANDO: 03 de julho de 2010
HORÁRIO: Às 10h.
ONDE: Av. São João, 313 – 11º andar - São Paulo - SP.
Entrada Franca.www.ebonyenglish.com.br
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*Fonte:
Recebido através de Email enviado pela Taís da Sophie Comunicação a quem agradecemos as informações.
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domingo, 27 de junho de 2010

*Mostra Brasil Afro 2010*


Difundir a cultura afro brasileira e estimular a livre manifestação artística, estas e outras propostas fazem do V Salão Nacional de Fotografias - "Brasil Afro". Nesta edição os participantes podem apresentar trabalhos que mapeie e mostre a negritude brasileira de diversas formas; dança, retrato, culinária, fotojornalismo, religião, e tudo mais que enriqueça e valorize a cultura afro.
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Nesta edição os participantes podem apresentar trabalhos que mapeie e mostre a negritude brasileira em diversas formas: dança, retrato, culinária, fotojornalismo, religião, e tudo mais que enriqueça e valorize a cultura afro.
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Os trabalhos devem ser enviados até 03 de outubro de 2010 (valendo o carimbo do correio). Os selecionados receberão certificado de participação, e os melhores farão parte de uma exposição na FUNDEC.
Podem se inscrever com fotografias, coloridas e em preto & branco, que deverão ser enviadas para uma pré-seleção no formato jpeg com qualidade mínima de 800 pixels no lado maior e que não ultrapasse a 50kb para o e-mail:
brasilafroselecao@grupoimagem.org.br.
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Os selecionados serão comunicados por e-mail e terão 15 dias de prazo para enviar as fotos ampliadas no tamanho 30x45cm em papel fosco.
O objetivo é mostrar o trabalho de fotógrafos amadores e profissionais e registrar os costumes e tudo que se refere à cultura afro, bem como os próprios afro-descendentes. Como forma de reconhecimento, a mostra homenageia Jorge Narciso de Mattos pelo seu trabalho e dedicação à causa. As fotografias serão selecionadas por um júri nomeado pela Comissão Organizadora, composto por pessoas reconhecidas no meio fotográfico.
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A cada ano que passa cresce o número de participantes, na última edição mais de 200 profissionais de todo o território nacional enviou seus trabalhos.
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De acordo com o Presidente do Grupo Imagem, Werinton Kermes, a ação é uma maneira de divulgar novos trabalhos e ao mesmo tempo serve como intercambio cultural. “Nesta mostra fotográfica queremos levar ao público uma parcela significativa da produção fotográfica do país, possibilitando o intercambio entre os fotógrafos dos diversos estados brasileiros, bem como divulgar novos talentos”, definiu Kermes.
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O projeto é uma realização do Grupo Imagem Núcleo de Fotografia de Vídeo de Sorocaba, Associação Cultural e Beneficente de Votorantim, Associação Audiovisual de Votorantim Francisco Beranger, Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, CUT Regional de Sorocaba, NUCAB (Núcleo de Cultura - Afro Brasileiro) FUNDEC – Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba, Consciência Negra de Boituva.
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*VEJA O REGULAMENTO NO BLOG:
*Recebido através de Email enviado pelo pessoal do Blog Brasilafro*
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*MAKULA - A FESTA 100% AFRICANA - No Clandestino de Copacabana - 02/07/2010 - 22h* Imperdível!!!


*6ª feira, 02 de julho Bar Clandestino (Rua Barata Ribeiro, 111 – Copacabana) Tel. 3798-5771
*R$18,00 – R$12,00 c/ filipeta ou nome na lista amiga
A partir das 22hs

A MAKULA é basicamente uma festa de Afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Também marcam presença nela outros ritmos africanos como Highlife, Juju Music, Soukous, Afrorock, Afrosoul, Voodoo Funk, Benga, Räi, Kuduro etc. Nesta edição, a MAKULA convida o DJ, produtor e músico Maurício Pacheco, profundo conhecedor dos ritmos angolanos!

Seguindo uma filosofia musical panafricanista, a MAKULA fará comparecer nos CDJs do Mofo Lapa bandas e artistas como Matata, Antibalas Afrobeat Orchestra, Konono, Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, Manu Dibango, King Sunny Ade, Joni Haastrup, Tony Allen, Miriam Makeba, Orlando Julius & His Afro Sounders, Seun Kuti, Wallias Band, Lafayette Afro Rock Band, African Brothers Band, Ikenga Superstars of Africa, Mulatu Astatke, The Daktaris, Jingo, Fanga etc (além do referido fundador da banda Africa 70, obviamente), mostrando a potência dos sons e ritmos do continente negro num repertório muito pouco – quando nunca – executado pela grande maioria dos DJs cariocas, e mesmo pelos de outros estados do país.

Com mais de um ano de atividade, a MAKULA já recebeu os poucos e seminais DJs da cidade ligados à música afro como: Zebu, Stephane San Juan, Dany Roland, MAM, Lucio K e o referencial Mauricio Valladares. E, também, já contou com shows de bandas como Conjunto Musical do Amor, Abayomy Afrobeat Orquestra, Fidjus de Cabo Verde, Rubinho Jacobina & Força Bruta, do músico caboverdiano Helio Ramalho e do músico congolês Sergio Zola.

Nesta edição, a MAKULA conta com a participação do DJ, produtor e músico Maurício Pacheco (ex-integrante das bandas do Mulheres Q Dizem Sim e do F.U.R.T.O.), que vai apresentar algumas músicas de seu novo trabalho, Comfusões – from Angola to Brazil, a ser lançado em breve, em que mistura músicas tradicionais de Angola com beats contemporâneos.

A MAKULA tem em sua equipe de DJs: Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill.

A grife BALACO, da estilista Júlia Vidal, especializada em roupas e design de inspiração afrobrasileira, dá o tom geral da MAKULA. A BALACO traz e customiza elementos da rica cultura do continente negro para a MAKULA, numa parceria que confere a devida legitimidade a esta festa 100% África.

PS: A quem possa ocorrer que o nome da festa tenha relação com o craque do Bangu dos anos 1980/90, saiba que não há coincidência alguma nisso: trata-se mesmo de uma singela homenagem ao carrasco de Moça Bonita.

CONTATO:GUSTAVO BENJÃO: 9762-6042LUCIO BRANCO: 9391-9041/2239-9315ZÉ McGILL: 9253-3108
http://www.myspace.com/festamakula

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♫Mas é Preciso Ter Força, é Preciso Ter Raça, é Preciso Ter GANA...♫



Foi por muito pouco que a Copa da África não termina a primeira fase sem nenhum representante do continente. Mas existe Gana, equipe que permitiria uma série de trocadilhos por sua força e pela classificação . A equipe de Gana é daquelas que dá gosto de ver jogar, recheando os rostos africanos de alegria.
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Gana é uma das forças do futebol africano. Venceu quatro vezes a Copa das Nações Africanas em 1963, 1965, 1978 e 1982 e foi quatro vezes vice-campeão em 1968, 1970, 1992 e 2010. Venceu cinco vezes a Copa da África Ocidental em 1982, 1983, 1984, 1986 e 1987.
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Nos Jogos Olímpicos, conquistou a medalha de bronze em 1992 e foi a primeira equipe africana de futebol a conquistar uma medalha olímpica. Nos Jogos Pan-Africanos conquistou duas medalha de bronze em 1978 e 2003.
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Na Copa do Mundo de 2006, foi a única seleção do continente a passar para a segunda fase da competição (situação que se repete em 2010), após eliminar a então favorita República Tcheca. A seleção ganesa foi eliminada pelo Brasil nas oitavas de final, ao perder por 3 a 0, ficando na 13ª posição na classificação final.
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Gana também se destaca nas categorias de base. Venceu, em 2009, o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20, e foi duas vezes vice-campeão do torneio, em 1993 e 2001. Também, por duas vezes, venceu o Campeonato Mundial de Futebol Sub-17, em 1991 e 1995.
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Em 2010, Gana novamente nos surpreende novamente. Venceu fraca Sérvia e empatou com a modesta Austrália. Na última quinta-feira(23/06), perdeu para a toda poderosa e temida do grupo , Alemanha, e com honrosos quatro pontos conseguiu, novamente, a classificação na Copa.
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Num jogo decidido na prorrogação, Gana venceu os Estados Unidos por 2-1 e garantiu classificação às quartas de final da Copa do Mundo. Gyan marcou o gol decisivo para os africanos e mandou os EUA de volta para casa mais cedo. Durante a prorrogação, os Estados Unidos não conseguiram criar jogadas de perigo, mesmo com Gana toda recuada em seu campo de defesa.
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O gol da vitória de Gana foi marcado aos três minutos do primeiro tempo da prorrogação. Após um chutão, Gyan apareceu no meio da zaga, ganhou a bola de Bocanegra e bateu na saída do goleiro Howard.
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Com o placar de 2-1, os Estados Unidos partiram para o desespero e Gana se fechou na defesa e passaram a se preocupar mais com a marcação. Os americanos começaram a apelar para os cruzamentos e jogadas aéreas, mas faltou um cabeceador para finalizar as jogadas e assim Gana venceu.
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Torcemos para que o vigor e a disciplina tática de Gana continuem prevalecendo em nome da tradição de outras consagradas seleções mundias, ja eliminadas da Copa do Mundo 2010. Gana promete mais surpresas!
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Dedico a Gana uma versão de partes da música "Maria Maria" dos compositores Milton Nascimento e Fernando Brant:
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GANA, GANA
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Um país que merece
Viver e amar
Como outro qualquer
Do planeta
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GANA, GANA
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
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Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter GANA sempre
Quem traz no corpo a marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....
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Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....
*
*Fonte:

sábado, 26 de junho de 2010

♫O AFROCORPOREIDADE COMEMORA HOJE UM ANO NA WEB! HÊ! OBRIGADA A TODOS QUE TORNARAM POSSÍVEL TANTAS TROCAS BOAS!!!♫


HOJE 26/06/2010, O BLOG AFROCORPOREIDADE COMEMORA UM ANO NA WEB!!! GOSTARIA DE PODER DIVIDIR UM BOLINHO COMO ESTE COM TODOS QUE PASSARAM POR AQUI, COMO NÃO VAI DAR, DEIXO MEUS AGRADECIMENTOS ESPECIAIS AOS AMIGOS(AS), LEITORES(AS), SEGUIDORES(AS), VISITANTES E TODOS QUE PARTICIPARAM DE ALGUMA FORMA TORNANDO VISÍVEL, ACESSÍVEL E POSSÍVEL AS EXPRESSÕES DO PERTENCIMENTO SONORO-CORPORAL AFRO-BRASILEIROS E AFRO-DIASPÓRICOS. UM BEIJO NO CORAÇÃO DE CADA UM!!! VALEU PELOS 22.500 ACESSOS, 32.500 CLIQUES, 122 SEGUIDORES E 900 COMENTÁRIOS!!!
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

*O que a JABULANI Anda Celebrando Nesta Copa do Mundo?*


*Por Denise Guerra

O nome da gorduchinha em questão tem por significado semântico CELEBRAÇÃO, mas, o que a dona JABULANI tem celebrado nesta copa? Logo de início a Jabulani já custou aos goleiros de duas seleções frangos homéricos (ou seriam perus?). Credita-se também a esta redonda um cem números de passes errados, inúmeros jogos aéreos, pênaltis mal cobrados, escanteios deslocados e alguns pisões na bola, fazendo o torneio de craques parecer as velhas peladas dos jogos de várzea tão populares em nosso país.

Nesta copa a zebra se soltou para ir atrás da Jabulani conseguindo alcansá-la com facilidade! Grandes seleções como a França e a Itália já voltaram para casa com a sensação do pesadelo desta celebração em forma de bola. Outras grandes seleções passam sufoco para se classificar diante do esférico implemento esportivo.

Será que alguém está celebrando como a idéia da Jabulani presumi? Claro que a África do Sul, mesmo com a campanha menor do que outras seleções está celebrando sua visibilidade, sua superação! Fazer uma copa do mundo é uma imensa responsabilidade para qualquer país, e para um país africano ainda mais, por tudo que encerra seu lugar inferiorizado pelos grandes países.

Celebrar a união entre os povos, a tradição das onze línguas e etnias numa bola, a primeira copa no continente africano, a renovação de um país que tem um povo extremamente festeiro, acolhedor, criativo e barulhento (ah, Vuvuzela!), deve ser o grande legado da Jabulani, do Madiba, dos Bafana-Bafana, e de todos os africanos! THANKS YOU SOUTH ÁFRICA!!!

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terça-feira, 22 de junho de 2010

*Curso África Ontem e Hoje do Palabra- Palavras africanas no Brasil - No Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro*


No encerramento de cada Módulo haverá mesas-redondas:
1/7/2010 (terça). Mesa 2/ biblioteca. Diáspora os dois lados do Atlântico. Debatedores: Prof. Denise Barros, Profa. Ms. Ynaê Lopes, Prof.Dr. Jacopo Corrado, Prof.Dr. Milton Guran. Mediadora: Profa. Msa. Clícea Maria de Miranda
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10/8/2010 (terça). Mesa 3 / biblioteca. África Contemporânea. Debatedores: Prof., Prof. Msa. Kelly Araujo, Prof. Dr. Marcelo Bittencourt, Profa. Augusta Évora, Prof. Marcos Vinicius Coelho, prof. Edson Borges. Mediadora: Marina Berthet e Simone Ribeiro
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Módulo 2 -
Identidades Africanas
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9/6/2010.Migração Circular Dongos. Profa. Dra. Denise Dias Barros, USP.
16/6/2010. O reino de Axum e a historiografia africana. Prof. Dr. Jacopo Corrado, UFF.
23/6/2010. Os retornados do Benim, Togo, Nigéria e Gana: Agudás e Tabons. Prof. Dr Milton Guran, Foto-Rio.
30/6/2010. Breve História das Áfricas. Sociedades africanas entre os séculos IV e VI. Profa. Msa. Ynaê Lopes, USP.
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Módulo 3 -
Africa Contemporânea
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14/7/2010. O humano, o selvagem e o civilizado: discursos coloniais sobre a natureza em Moçambique. Prof. Ms. Marcos Vinicius Coelho, UNICAMP.
21/7/2010. Cabo Verde-África, da Geração da Utopia aos filhos da Revolução: Que balanço, que caminhos? Profa. Augusta Évora, UFF.
28/7/2010. Angola: Guerra Fria Profa. Msa. Kelly Araujo, Sorbone/Paris.
06/8/2010 (sexta). A construção da idéia de África: representações do continente “negro”. Prof. Ms. Edson Borges, Candido Mendes.
13/8/2010 (sexta). O colonialismo e as independências na África. Prof. Dr. Marcelo Bittencourt, UFF.
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Período: 01/07/2010 a 13/08/2010 - Sempre às 4ªs feiras
Horário: 19:00 as 21:00h
Local: Centro Cultural da justiça federal - Cinelândia - Rio de Janeiro
Investimento: R$ 100,00 o módulo completo - R$30,00 aula avulsa.
Inscrição e contato: palabrafrica@gmail.com
Telefones:2224.5552 - 8733.9140 - 8189.7481

*Recebido através de Email*

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Em discussão: Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira*

Universidade Brasil-África: Um passo adiante nas relações internacionais

Depois de dois anos parado na Casa, o projeto que cria a Universidade Luso-Afro-Brasileira (Unilab) foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. A proposta segue agora para o Senado.
“A criação da Universidade Brasil-África é um passo adiante nas relações internacionais com ingrediente político, social e cultural. Também emocional, uma questão de justiça com povos que foram escravizados durante séculos”, afirma Vaccarezza.
A Unilab será instalada na cidade de Redenção, no Ceará, porque foi lá o início da abolição dos escravos no Brasil, o que ocorreu em 1.883. Cinco anos depois, em 1º de maio de 1.888, é que foi assinada a Lei Áurea.Uma das finalidades da Unilab é promover intercâmbio cultural com o continente africano e incentivar estudos que tenham como foco o desenvolvimento de ciência e tecnologia.
Vaccarezza trabalhou para agilizar a tramitação do processo de aprovação do projeto. “O presidente Lula falou sobre esse projeto comigo quando me convidou para ser líder do governo”, enfatizou. Segundo Vaccarezza, a intenção do presidente é sancionar a proposta em quinze dias, antes da chegada ao Brasil de uma delegação de chefes de Estado africanos.
Fonte: Assessoria do deputado Cândido Vaccarezza

sábado, 19 de junho de 2010

*O NEGRO NO FUTEBOL* Exposição no Museu Afro-Brasil de São Paulo*


Por Cláudia Alexandre - Assessoria de Imprensa do Museu Afro-Brasil


Em tempos de Copa do Mundo, o Museu Afro-Brasil celebra a presença negra no futebol brasileiro com a exposição "De Friendereich a Edson Arantes do Nascimento", que reune fotografias, esculturas, publicações e filmes. A exposição será aberta no dia 20 de junho.

Para destacar a presença dos jogadores negros na história do futebol brasileiro e homenagear aqueles que verdadeiramente fizeram deste esporte uma paixão nacional, o Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura - e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo inauguram no dia 20 de junho, domingo, às 12 horas, a exposição “De Arthur Friedenreich a Edson Arantes do Nascimento. O negro no futebol brasileiro”.

A exposição contará com reproduções fotográficas, esculturas, objetos, peças promocionais, caricaturas, textos, publicações e filmes biográficos que incluem personalidades desde Arthur Friedenreich, futebolista negro que brilhou nas décadas de 20 e 30, passando pelos craques Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Castilho, Didi, Djalma Santos, Jairzinho, Garrincha e o “rei” Pelé, entre outros .

A mostra é também uma homenagem ao futebol brasileiro, no ensejo da Copa do Mundo da África do Sul, historicamente a primeira realizada em território africano. A curadoria é de Emanoel Araujo, Diretor-Curador do Museu Afro Brasil.

Exposição

A exposição toma como base uma extensa documentação pesquisada em órgãos da imprensa brasileira a partir de 1920 até a Copa do Tri Campeonato Brasileiro em 1970, apresentando textos publicados sobre o assunto como “O negro no Futebol Brasileiro”, de Mário Filho; “Negro, Macumba e Futebol”, do antropólogo alemão Anatol Rosenfeld; as crônicas de futebol “Á Sombra das chuteiras imortais” e “A Pátria em Chuteiras”, de Nelson Rodrigues; “A história do Futebol em São Paulo”, de 1918; biografias dos atletas contemplados na exposição; caricaturas do artista Miécio Caffé, publicadas no jornal A Gazeta Esportiva; do caricaturista Lan; trechos de filmes de Carlos Niemeyer e do cinegrafista Primo Carbonari; filmes biográficos de Mané Garrincha e Pelé; além de poesias de vários poetas brasileiros e músicas relativas ao tema.

Pelé

Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, foi cantado em verso, prosa e virou sinônimo do Brasil, por seus feitos nos campos e com a bola nos pés. Na exposição ele pode ser visto em obras que destacaram seu brilhantismo, como nas duas esculturas de Humberto Cozzo, na tela de Aldemir Martins (1973) e na fotografia de Madalena Schwatz (Retrato de Pelé,1982), entre outras.

Vale a pena ver de perto a medalha de prata do Ano Comemorativo da Despedida (1974) e as peças, brinquedos e miniaturas inspiradas na figura do “rei”. Outra curiosidade é a coleção de caixas de fósforos lançadas na década de 50, com fotos dos Campões de 58, a primeira Copa do Mundo vencida pelo Brasil.

De Arthur Friedenreich a Edson Arantes do Nascimento

Não foi fácil, no começo, a aceitação do esportista negro no Brasil. Em alguns clubes no Rio de Janeiro e São Paulo essa presença era terminantemente proibida, quanto mais da elite era o clube. É sabido que o Fluminense Futebol Clube, tradicional Clube das Laranjeiras do Rio de Janeiro, o negro não entrava em seus quadros sociais e muito menos na sua equipe de futebol. Assim também era em São Paulo, com o Esporte Clube São Paulo.

A questão da ambigüidade vive lado a lado em todos os momentos da vida nacional. Veja esse exemplo: “Ninguém do Fluminense, pensava em termos de cor, de raça. Se Joaquim Prado,winger-left do Paulistano, quer dizer, extrema esquerda, recebido de braços abertos no Fluminense. Joaquim era preto, mas era de família ilustre, rico, vivia nas melhores rodas.”

O futebol seria mesmo cultura brasileira? Seria uma porta de entrada à cultura brasileira? Poderia ser uma porta para ascensão um social do esportista negro? O homem Negro Brasileiro com suas raízes ancestrais africanas teria no corpo e na alma um especial talento instintivo para esse esporte?

Para responder essas e outras questões da inclusão do homem negro no mundo do futebol a exposição “De Arthur Friedenreich a Edson Arantes do Nascimento. O negro no futebol brasileiro” apresentará o que foi escrito por alguns pensadores, críticos e comentaristas esportivos, suas opiniões, além das imagens que recuperam a trajetória de desportistas negros na história do futebol brasileiro.

Contribuição Negra

O certo é que a grande contribuição dos afrodescendentes ao esporte nacional ficou e fica cada vez mais patente, não só no futebol nacional, mais em muitas seleções européias, com presença constante, principalmente nos países chamados de colonizadores do extenso território africano.

O futebol, que nascera do estrato de uma elite social rica e de origem européia, cada vez mais se tornava brasileiro, incorporando nos seus quadros atletas afrodescendentes. Torcedores do povo faziam desse esporte mais nacional, mais brasileiro, as torcidas cresciam e viam nesses astros da bola narcisamente um espelho de sucesso, a popularidade desses se transformava em mania nacional, uma doença mesmo.

Intelectuais, políticos, poetas, escritores, músicos, pintores e cartunistas expressavam suas paixões pela magia da bola que corria nos pés desses desafiadores da gravidade, desses dançarinos soltos no ar, desses requebrados mirabolantes. Príncipes, reis, reis da bola, como o rei Pelé, descrito assim pela verve de Nelson Rodrigues: “Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador, Jones, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda corte em redor”.

A exposição “De Arthur Friedenreich a Edson Arantes do Nascimento. O negro no futebol brasileiro” dedicará a esses atletas que magnificamente atuaram em seus clubes ou que representaram o Brasil nos campeonatos internacionais de clubes ou da seleção brasileira de futebol como geniais mágicos da bola. Significa uma homenagem à memória de antigos esportistas que inscreveram seus nomes na história desse esporte que, de tão popular, mexe e remexe com a alma de milhões de brasileiros de todas as cores, de todos os credos e de todas as raças.

Copas

A primeira Copa do Mundo foi em 1930, e só 28 anos depois o Brasil se tornou campeão mundial, em 1958. E essa fibra se deveu aos titulares e reservas Gilmar, Castilho, Djalma Santos, De Sordi, Bellini, Mauro, Orlando, Zózimo, Nilton Santos, Oreco, Zito, Dino, Didi, Moacir, Garrinha, Joel, Mazolla, Vavá, Pelé, Dida, Zagalo e Pepe. Na Copa do Mundo de 1962 ficou consignada a superioridade do futebol brasileiro, e os bicampeões mundiais foram Gilmar, Castilho, Djalma Santos, Jair Marinho, Mauro, Bellini, Zózimo, Jurandir, Nilton Santos, Altair, Zito, Zequinha, Didi, Mengálvio, Garrinha, Jair da Costa, Vavá, Coutinho, Pelé, Amarildo, Zagalo e Pepe.

O Brasil se tornou tricampeão de futebol em 1970, no México, com uma seleção dos sonhos que ainda continua viva em nossa memória pela maravilha de espetáculos dados pelos nossos jogadores, e, assim, quem não se lembrará dos gols de Jairzinho, Pelé e Tostão, dos canhões de Rivelino, dos sensacionais passes de Gerson e das declarações emocionadas do maior de todos os jogadores, o senhor Edson Arantes do Nascimento que, assim, com essa vitória, dava por cumprida sua contribuição ao selecionado brasileiro e ao futebol do Brasil?

Houve um tempo, não muito distante, em que os jogadores de futebol eram verdadeiros artistas da bola, eram magníficos astros, e então eles ganhavam belos codinomes dados pela imprensa ou pelos críticos esportivos.

Para Arthur Friedenreich, o mulato de olhos verdes, foi o El Tigre ou, como lhe chamava seu pai, o “Pezinho de Ouro”. Era um marcador implacável, feroz, dizem que em vida marcou mais de 1.200 gols, lá pelos idos dos anos 20 e 30.

Em 1919 marcou o gol da vitória contra o Uruguai, virou herói nacional, abriu, assim, o espaço para o homem negro no futebol brasileiro, antes branco e elitista. Ele era filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira negra brasileira, nasceu no bairro da Luz em São Paulo, em 18 de julho de 1892 e morreu, em 1969, aos 77 anos.

A invenção da bicicletaDepois dele, vieram tantos e tantos outros. Astros como Domingos da Guia e Leônidas da Silva, o chamado “Diamante Negro”, o inventor da bicicleta, que era aclamado pela imprensa, nas páginas das revistas, nos comerciais.Este último foi, dizem, um dançarino no campo, seu corpo tinha a elasticidade de um capoeirista. O mencionado Nelson Rodrigues não raro se referia a Didi, em suas crônicas esportivas, “com o seu magnífico tipo racial de príncipe etíope de rancho”, aquele que também tinha criado a famosa jogada intitulada “folha seca”. Garrincha, esse era a paixão nacional, o maior ponta-direita do mundo, cantado em prosa e em versos, como estes de Vinícius de Morais: (O anjo de pernas tortas)


O anjo de pernas tortas

A um passe de Didi, Garrincha avança

Colado o couro aos pés, o olhar atento

Dribla um, dribla dois, depois descansa

Como a medir o lance do momento.

Vem-lhe o pressentimento; ele se lança

Mais rápido que o próprio pensamento,

Dribla mais um, mais dois; a bola trança

Feliz, entre seus pés – um pé de vento!

Nuns o transporte, a multidão contrita.

Em ato de morte se levanta e grita

Seu uníssono canto de esperança.

Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!

É pura imagem: Um G que chuta um O.


“Assim, além do grande mito do futebol de São Paulo dos anos 1920, Arthur Friedenreich, por certo, muitos desses fenomenais atletas continuam na nossa memória por suas conquistas, sobretudo nas três grandes conquistas brasileiras de 1958, 1962 e 1970. Eles afastaram a sombria depressão provocada pela Copa de 1950. Djalma Santos, o sisudo e sóbrio, e Nilton Santos, o atrevido, ambos bicampeões do mundo. Quem não homenagearia Gerson, o canhotinha de ouro, Rivelino com seus chutes de canhão, o elástico Gilmar e a grande e bela figura do capitão Bellini?Ademir da Guia, filho do genial Domingos da Guia, e, por fim, Zizinho e sua alegre presença de malabarista, moleque impondo seu compasso como se fosse um sambista. E assim, em seu A pátria em chuteiras, no artigo “O escrete do sonho”, lemos de Nelson Rodrigues: “Pelé maravilhosamente negro, poderia erguer o gesto, gritando: ‘– Deus deu-me sangue de Otelo para ter ciúmes da minha pátria’. E assim brancos e pretos somos 90 milhões de Otelos incendiados de ciúme pela pátria, Emanoel Araujo.

Serviço:

Diretor curador: Emanoel Araujo

Diretor executivo: Luiz Henrique Marcon Neves

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº Parque Ibirapuera- Portão 10 São Paulo- SP - Brasil

CEP: 040094-050

Fone: 55 11 5579 0593

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Funcionamento: de terça a domingo

das 10 às 17 horas (permanência até às 18h)

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul

Entrada: Grátis



*Fonte:

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terça-feira, 15 de junho de 2010

*BUALA: cultura contemporânea africana*


Apresentamos o BUALA, o primeiro portal interdisciplinar de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção de textos e traduções em francês e inglês. A língua portuguesa, aqui celebrada na diversidade de Portugal, Brasil e África, dialoga com o mundo.Buala.org pretende inscrever a complexidade do vasto campo cultural africano e diáspora negra em acelerada mutação económica, política, social e cultural.



Problematizar questões ideológicas e históricas, entrelaçando tempos e legados. Saber quais são os grandes desafios do continente e os protagonistas da cultura africana, como podemos pensar paradigmas novos nas relações de força? No fundo, desejamos criar novos olhares, despretensiosos e descolonizados, a partir de vários pontos de enunciação da África contemporânea.O seu funcionamento vai depender da adesão das pessoas. Vimos por isso pedir para divulgarem e unir esforços para continuarmos juntos, apelando à vossa colaboração: esperamos artigos (publicados ou inéditos), imagens, sugestões.O BUALA tem o apoio da Casa das Áfricas [Brasil] e da Fundação Calouste Gulbenkian [Portugal], que tornaram possível a implementação deste projeto.
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Equipe: Marta Lança, Marta Mestre, Francisca Bagulho, Guilherme Cartaxo
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Fonte:
http://www.buala.org/pt

sexta-feira, 11 de junho de 2010

*África do Sul abre a Copa do Mundo 2010 com Música e Campanha por Educação*


Os sul-africanos, com toda a sua alegria, adoram festa, acho que já vimos um filme parecido aqui no Brasil! Os sul-africanos, por si só, já são uma festa. E nada melhor que uma grande celebração para marcar o início da 19ª Copa do Mundo de futebol, a primeira realizada na África. Nesta quinta-feira, um dia antes de a bola rolar nos gramados, o Orlando Stadium, em Soweto, viu o que o planeta vai ver nos próximos 31 dias: muita alegria! Num show com três horas de duração, repleto de astros da música internacional, a Copa começou prometendo deixar como maior legado a educação e exaltando o líder Nelson Mandela.


Um continente que passou séculos convivendo com os olhares desconfiados do resto mundo estava em êxtase ao saber que de 11 de junho a 11 de julho o mundo estará com os olhos voltados para ele.


Diante de um público estimado em 36 mil pessoas, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, abriram as cortinas do espetáculo: -Estou muito feliz de estar aqui. O futebol conecta os povos. A meta de toda essa festa é a educação para todos - disse Blatter, dando o primeiro aviso sobre "educação".


Zuma agradeceu à Fifa por ter escolhido a África do Sul, seis anos atrás, como sede da Copa do Mundo de 2010 e poder dar a quase 50 milhões de pessoas a oportunidade de viver um sonho que talvez fosse impensado para a esmagadora maioria delas:- Hoje conseguimos provar que a África tem capacidade de organizar um evento de proporção mundial. E peço que todos vocês mostrem esse calor aos visitantes até o dia que eles forem embora daqui. A África é a sede. A África é o palco. A África é "cool" !!! (legal!).


Seguindo o protocolo, os telões do Orlando Stadium exibiram um filme com diversas personalidades do futebol. Entre tantos craques da bola, foi o brasileiro Pelé, tricampeão do mundo, quem encerrou o clipe "Um Gol. Educação Para Todos!". Hora da festa!


Perguntando "onde está o amor?", com versos do hit "Where Is The Love?", o Black Eyed Peas entrou no palco para abrir o show. Na voz de Fergie, a banda norte-americana animou o público com quatro dos seus maiores sucessos: "Pump It Up", "Meet Me Halfway", "Ba Bumpa" e "I Gotta Feeling".


Depois, foi a vez de Amadou & Mariam, uma dupla de cegos do Mali, com duas músicas. Novamente, uma pausa para outro filme. Novamente, sobre educação. Com a tela dividida em duas, o curta mostrou a caminhada de Mary e Susan do nascimento até os 24 anos. A primeira, sem nenhum acesso aos estudos. A segunda, criada num mundo de livros, apostilas e escolas. O fim das duas não seria difícil de prever e o filme acaba com ambas num hospital: Mary, miserável, acaba de perder o seu bebê; Susan era a médica de plantão.


Para fechar, o lema: "Um Gol. Educação Para Todos!".Quando chega a vez de Desmond Tutu. Todo paramentado de Bafana Bafana, o prêmio Nobel da Paz de 1984 roubou a cena. Dançando, cantando, rindo e fazendo rir, o arcebispo parecia não acreditar no que estava acontecendo. Por mais de uma vez ele disse "estou sonhando, alguém pode me acordar?". E não poupou elogios àquele que é o grande responsável pelo país estar respirando alegria depois de tanto tempo de sofrimento: -Estamos em Soweto e ele está em Joanesburgo (separados por poucos quilômetros). Mas se a gente gritar ele escuta: "Mandeeeeeela!!!", "Viva, Madibaaaaaaa!" - ordenou Tutu, obviamente atendido por todos.


Sem dúvida nenhuma que Mandela, morador do bairro de Houghton, escutou. Escutou e com certeza se emocionou. Aos 91 anos, o ex-presidente sul-africano e grande ícone pelo fim do apartheid, não foi ao show. Raramente ele faz aparições públicas, mas nesta sexta-feira ele irá ao Soccer City para a partida de abertura da Copa, entre África do Sul e México, a partir das 16h (11h pelo horário de Brasília). Antes de se despedir, Desmond Tutu gritou um dos slogans do Mundial.- Ke Nako !!! ("Chegou a hora") - despediu-se o arcebispo, chamando mais um clipe.


Na tela, Mandela.Um rápido vídeo mostrou momentos do grande líder: "advogado, boxeador, marido, pai, revolucionário...". Alguns na platéia foram às lágrimas. Para quem assistia chegava ser difícil ao menos tentar se colocar no lugar de um sul-africano e entender o que se passava naquele momento.


Vimos os Mascarados sul-africanos orgulhosos e até bandeira brasileira na festa de abertura da Copa do Mundo. O show seguiu com atrações nacionais e internacionais. O colombiano Juanes levantou o público com o seu ritmo latino, a norte-americana Alicia Keys embalou com a sua batida melódica e o somali K´Naan, anunciado pelo ex-jogador brasileiro Sócrates (com um gorrinho cheio de estilo), fez todos explodirem com o seu "Wavin?Flag", um dos hinos dessa Copa do Mundo e música que você vai ouvir muito durante os próximos 30 dias.


Chega o Gran Finale. Cheia de curvas e rebolado, a colombiana Shakira fechou com chave de ouro a cerimônia. E todos se despediram, com fogos de artifício no frio céu de Soweto (eram 10 graus), ao som de mais um tema do Mundial: "Waka Waka (This Time For Africa)".Nesta quinta-feira, a África do Sul deu apenas um aperitivo do que está por vir. Nesta sexta, a bola rola. E até dia 11 de julho o país será de alegria. O continente será um sorriso só. Ke Nako! Chegou a hora!


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*Fonte
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/06/647429-frica+do+sul+e+mexico+protagonizam+abertura+de+uma+copa+para+a+historia.html
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

*1 GOAL: EDUCAÇÃO PARA TODOS ATÉ 2015!!!*



No âmbito da Declaração do Milénio, adoptada em 2000 pelos cerca de 190 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas, foram aprovados os denominados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que determinam entre outras metas a importância de alcançar a educação primária universal até 2015.

Em forma de alerta global, surge a iniciativa 1GOAL Education for All, uma campanha que, com o intuito de alertar os governos para aquele compromisso unanimemente estabelecido na Declaração do Milénio, pretende desencadear a adesão massiva a esta causa demonstrando que a educação deve efectivamente ser universal.

Atualmente, 72 milhões de crianças em todo o mundo não têm a hipótese de ir à escola. Estas crianças poderiam vir a tornar-se os líderes, desportistas, médicos e professores da próxima geração. Mas enfrentam uma vida de luta contra a pobreza.

Não tem de ser assim. Desde 2000, mais 40 milhões de crianças entraram para a escola. A Educação vence a pobreza - e dá às pessoas as ferramentas necessárias para se ajudarem a si próprias.


O 1GOAL é uma campanha que aproveita o poder do futebol para assegurar que a educação para todos é o legado duradouro do Mundial de Futebol da FIFA 2010. Ao levantar as nossas vozes por todo o mundo acreditamos que, juntos, podemos fazer da educação uma realidade para milhares de rapazes e raparigas que continuam fora da escola.


'Esta é a nossa oportunidade de mostrar, não só às crianças que estão fora da escola, mas também às nossas crianças, que quando fazemos uma promessa, mantemo-la. Com a sua ajuda, poderemos ter milhares de milhões de fãs a apoiarem não só as suas equipas, mas também uma equipa em particular: a 1GOAL. Este é o nosso momento de brilhar; podemos tirar milhares de crianças da sombra da ignorância e iluminar as suas vidas com o legado da educação'.


~ Sua Magestade, Rainha Rânia Al-Abdullah, Co-Fundadora e Co-Presidente Global, 1GOAL
Você pode ajudar a tornar a educação para todos uma realidade.


A 1GOAL reúne futebolistas, fãs, associações de solidariedade, empresas e indivíduos para defender e alcançar o nosso objectivo ambicioso de educação para todos. Ao aderir à equipa da 1GOAL, pode fortalecer a voz da campanha e dar-nos mais hipóteses de sucesso.

*Fonte:

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

♫MARIAS BRASILIANAS - Espetáculo musical na Sala Badem Powell - 12/06 - 20h♫


Espetáculo Musical
Dia 12/06/2010 - 20h
Teatro Baden Powell
Av. N.S. de Copacabana, 360 - Copacabana -R.J.
*Fonte:
Convite enviado através de email pela professora Drª Conceição Evaristo, a quem agradecemos!
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domingo, 6 de junho de 2010

*Compartilho o recebimento do PRÊMIO DARDOS*


Com muita satisfação, o Blog Afro Corporeidade recebeu, hoje 06 de junho de 2010, o selo do Prêmio Dardos. O selo foi oferecido pela Zelinda Barros do blog http://fazervaleralei.blogspot.com/ , a qual recebeu o seu Prêmio Dardo da Associação de Estudos e Atividades Filosóficos - SEAF, a quem agradeço imensamente. É um selo muito importante, pois, é o reconhecimento a blogueiros/as que levam a vida a sério, também na blogosfera especialmente por buscarem uma sociedade plural, que compartilhe a sua cultura de maneira expressiva, valorizando suas característica multirraciais.

Talvez o Prêmio Dardos possa servir como uma forma de demonstrar nossa admiração e confraternizar com amigos e amigas, blogueiras e blogueiros que perseveram na transmissão de valores estéticos, culturais, criativos, éticos, libertários e verdadeiros através de suas postagens.

Conforme nos foi passado seguimos algumas regras, que após o recebimento deste selo devemos prover:

a) exibir a imagem do selo em seu blog;

b) postar um link para o blog que o/a escolheu;

c) escolher outros quinze blogs a quem entregar o prêmio;

d) avisar aos escolhidos.

*Os escolhidos do Afro Corporeidade - como forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que compartilha valor e conhecimento à Web e, especialmente, eleva cada leitor/a, visitante, seguidor/a, ao caminho da diversidade da realidade - são, apesar de haver muitos outros com os mesmos predicados, os seguintes:





COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS http://cenbrasil.blogspot.com/







PROVÉRBIOS ANGOLANOS http://canhanga.blogspot.com/

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♫Batuques, Ritmos, Vozes e Sons de África na Poesia de Agostinho Neto♫



*FOGO E RITMO*
*
Sons de grilhetas nas estradas
cantos de pássaros
sob a verdura úmida das florestas
frescura na sinfonia adocicada
dos coqueirais
fogo
fogo no capim
fogo sobre o quente das chapas do Cayatte.
Caminhos largos
cheios de gente cheios de gente
em êxodo de toda a parte
caminhos largos para os horizontes fechados
mas caminhos
caminhos abertos por cima
da impossibilidade dos braços.
Fogueiras

dança
tamtam
ritmo
Ritmo na luz
ritmo na cor
ritmo no movimento
ritmo nas gretas sangrentas dos pés descalços
ritmo nas unhas descarnadas
Mas ritmo
ritmo.
Ó vozes dolorosas de África!
(In: Sagrada Esperança)

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*VOZ DO SANGUE*
*
Palpitam-me
os sons do batuque
e os ritmos melancólicos do blue

Ó negro esfarrapado do Harlem
ó dançarino de Chicago
ó negro servidor do South

Ó negro de África

negros de todo o mundo

eu junto ao vosso canto
a minha pobre voz
os meus humildes ritmos.

Eu vos acompanho
pelas emaranhadas áfricas
do nosso Rumo

Eu vos sinto
negros de todo o mundo
eu vivo a vossa Dor
meus irmãos.

(In: A renúncia impossível)

*Biografia Resumida:
*
Uma das figuras mais emblemáticas de Angola e de grande expressão no continente africano foi Agostinho Neto. Nasceu em Catete, Angola, em 1922, faleceu em 1979. Estudos primários e secundários em Angola, licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa. Em Portugal, sempre esteve ligado à atividade política, onde com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque fundou a revista Momento, em 1950. Como aconteceu a outros escritores africanos foi preso várias vezes pela PIDE em Portugal e foi desterrado para Cabo Verde, tendo mais tarde conseguido fuga para o exílio. Presidente do MPLA (Movimento Pela Libertação de Angola), foi também o primeiro presidente de Angola. Além de Médico e Ativista Político foi um grande poeta deixando quatro belíssimas obras que encantam pelo tom ritmico-sonoro costurado com sangue, suor, lágrima e emoção.
*
*Obra Poética:
*
-Quatro Poemas de Agostinho Neto, 1957, Póvoa do Varzim, e.a.;
-Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império;
-Sagrada Esperança, 1974, Lisboa, Sá da Costa (inclui os poemas dos dois primeiros livros);
-A Renúncia Impossível, 1982, Luanda, INALD (edição póstuma).
*
*Fonte:
*

sábado, 5 de junho de 2010

♫Agenda de Junho da Banda BRASIL SHOW - Dança de Salão - está Demais, tem Baile quase todo dia, Aproveite!!!♫



*Banda BRASIL SHOW - JUNHO 2010

02_qua_G. ANDRADE ARAÚJO (N. Iguaçú)_23:00h

03_qui_CASTELO DA PAVUNA (Pavuna)_19:30h

04_sex_WEST SHOW (Campo Grande)_18:00h

05_sab_ASPOM (Piedade)_18:00h

06_dom_BOMBEIROS (Madureira)_18:00h

07_seg_CASTELO DA PAVUNA (Pavuna)_19:30h

08_ter_BONSUCESSO FC (Bonsucesso)_18:00h

09_qua_IRAJÁ AC (Irajá)_18:30h

11_sex_CSSGAF (Campo dos Afonsos)_22:00h

12_sab_HELENICO (Rio Comprido)_16:00h

12_sab_VILLAGE PAVUNA (Pavuna)

13_dom_CIEP 186 NOVO HORIZONTE (Nilópolis)_17:00h

14_seg_CASTELO DA PAVUNA (Pavuna)19:30h

16_qua_WK GOURMET CLUB (Valqueire)_19:00h

17_qui_ELANDRE (Madureira)_18:00h

18_sex_WEST SHOW (Campo Grande)_18:00h

19_sab_ESTUDANTINA (Pça Tiradentes)_22:30h

21_seg_CASTELO DA PAVUNA (Pavuna)_19:30h

25_sex_SESC SÃO GONÇALO (São Gonçalo)_18:00h

26_sab_EC MAUÁ (São Gonçalo)_20:00h

28_seg_CASTELO DA PAVUNA (Pavuna)_19:30
*Fonte:
Enviado pelo músico Zé Carlos, da Banda Brasil Show, a quem agradecemos a gentileza!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

*APELO: PRÊMIO NOBEL DA PAZ 2011 PARA AS MULHERES AFRICANAS*



A África caminha com os pés das mulheres. No desafio da sobrevivência, todos os dias centenas de milhares de mulheres africanas percorrem as estradas do continente à procura de uma paz duradoura e de uma vida digna. Num continente massacrado há séculos, marcado pela pobreza e sucessivas crises económicas, o papel desenvolvido pelas mulheres é notório.

A campanha, nascida na Itália, já percorre o mundo para incentivar a entrega do Prémio Nobel da Paz de 2011 para as mulheres africanas.

A proposta é da CIPSI, coordenação de 48 associações de solidariedade internacional, e da ChiAma África, surgida no Senegal, em Dakar, durante o seminário internacional por um Novo Pacto de Solidariedade entre Europa e África, que aconteceu de 28 a 30 de Dezembro de 2008.

Chama a atenção a luta e o crescente papel que as mulheres africanas desenvolvem, tanto nas aldeias, quanto nas grandes cidades, em busca de melhor condição de vida. São elas que sustentam a economia familiar realizando qualquer actividade, principalmente na economia informal, que permite cada dia reproduzir o milagre da sobrevivência.

Existem na África milhares de cooperativas que reúnem mulheres envolvidas na agricultura, no comércio, na formação, no processamento de produtos agrícolas. Há décadas, elas são protagonistas também na área de micro finanças, e foi graças ao micro crédito que surgiram milhares de pequenas empresas, beneficiando o desenvolvimento económico e social, nas áreas mais remotas até as mais desenvolvidas do continente.

Além de terem destaque cada vez mais crescente na área de geração de emprego e renda, as mulheres, com seu natural instinto materno e protector, lutam pela defesa da saúde, principalmente, contra o HIV e a malária. São elas, as mulheres africanas, que promovem a educação sanitária nas aldeias. E, além de tudo, lutam para combater uma prática tão tradicional e cruel na região: a mutilação genital.
São milhares as organizações de mulheres comprometidas na política, nas problemáticas sociais, na construção da paz.

Na África varrida pelas guerras, as mulheres sofrem as penas dos pais, dos irmãos, dos maridos, dos filhos destinados ao massacre e sabem, ainda, acolher os pequenos que ficam órfãos.

“As mulheres africanas tecem a vida”, escreve a poetisa Elisa Kidané da Eritréia.
Sem o hoje das mulheres, não haveria nenhum amanhã para a África.

Em virtude de toda essa luta e para reconhecer o papel de todas elas é que surgiu a proposta de lançar uma Campanha Internacional para dar o Prémio Nobel da Paz de 2011, a todas as mulheres africanas. Trata-se de uma proposta diferente, já que esta não é uma campanha para atribuir o Nobel a uma pessoa singular ou a uma associação, mas sim, um Prémio Colectivo, a todas essas guerreiras.

A ideia é lançar um manifesto assinado por milhões de pessoas, por personalidades reconhecidas internacionalmente e criar comités nacionais e internacionais na África e em outros continentes. Além de recolher assinaturas, a campanha deve estimular também encontros organizados com mulheres africanas, convenções e iniciativas de movimento.

Nós, latino-americanos e latino-americanas, temos muito sangue africano em nossas veias e em nossas culturas. Vamos gritar nossa solidariedade com a África assinando a petição.

A criatividade dos Movimentos Sociais e Populares, das ONGs, grupos religiosos, universidades, sindicatos, etc..., pode inventar mil actividades para difundir essa iniciativa e colocar a mulher africana no centro da opinião pública do mundo.

Pode-se criar comités, eventos com debates sobre a África, show de artistas locais, palestras nas universidades, nos bairros, nas praças, lançamentos da colecta de assinaturas, etc. Nossa criatividade vai fortalecer os caminhos da África.
Os membros da campanha são todos aqueles que assinarem a petição online. E para fazê-lo é simples.
Para assinar a petição, acesse o link:
http://www.noppaw.net/?page_id=16.

Para mais informações, contacte a Campanha pelo endereço:
info@noppaw.org ou secretaria@noppaw.org ou no site www.noppaw.org
*Fonte:

quinta-feira, 3 de junho de 2010

*Resenha sobre o livro: A NEGAÇÃO DO BRASIL de Joel Zito Araújo*

(Imagem do Filme - o livro foi transformado em filme no ano de 2000)
*
*Por Mauro viana

No livro, A negação do Brasil - O negro na telenovela brasileira, Joel Zito Araújo aproxima, de modo conseqüente, a televisão da sociedade brasileira. É nesta fronteira que o autor analisa o papel da mídia na história da telenovela brasileira, mostrando como são representados os negros, e as conseqüências destas representações nos processos de construção identitárias no país.

A pesquisa, na origem uma tese de doutorado defendida na ECA-USP, está situada entre 1963 e1997, portanto, grande parte do período envolve um contexto político específico no Brasil, no qual a ditadura tolhia os direitos democráticos dos cidadãos (1964-1985). Os governos militares são o pano de fundo da história não só do negro na TV, mas, também, de todo o povo brasileiro. Este contexto deverá ser levado em consideração na maneira de situar a televisão e a sociedade no Brasil.

É preciso chamar a atenção para a década de 1960, na qual a televisão brasileira passou por grandes e definitivas transformações políticas e tecnológicas. Nela surgiram a Embratel (empresa estatal para gerenciar a telefonia e outros sistemas de comunicação), o uso de canais de comunicação em satélites (INTELSAT) e as máquinas de vídeotape. Estes novos procedimentos e meios, investimentos e tecnologias irão produzir uma nova televisão. Teria sido pertinente que o autor fizesse uma conexão entre esta nova instrumentalização do veículo e suas produções. Zito, no entanto, não examina estes problemas em sua pesquisa, o que implicaria sem dúvida, em realçar algumas questões pertinentes ao estudo proposto pelo autor, em outros termos, como, por exemplo, o da estratégia dos militares para a televisão e as repercussões decorrentes.. Deste modo, é bom lembrar que em 1972 foi introduzida a cor na televisão brasileira, fator fundamental para definição das novas produções, a serem exibidas, como por exemplo, a disseminação das novelas de época.

Entre 1964 e 1965 foi exibida na televisão brasileira um de seus maiores sucessos dramatúrgicos: O Direito de Nascer, curiosamente uma trama de origem cubana, melodramática e moralista. Zito destacou a repercussão da personagem “mamãe Dolores” interpretada pela atriz Isaura Garcia, na qual transparece um ideário de “grande mãe”, aquela que vem para fixar a “ordem” que o discurso autoritário da época propunha.

Zito chamou a atenção para o sucesso da atriz Isaura Garcia, que em um primeiro momento pode ter provocado uma euforia nos atores afro-descendentes, que podem ter pensado que, agora, o negro faria personagens de destaque nas telenovelas brasileiras. Tal como destaca o autor, isto não ocorreu, predominando o padrão sócio-racial euro-americanizado. Numa sociedade marcada pelo ideário de branqueamento pós-escravista, predominou o que Zito chamou de “estética sueca”.

O negro nas tramas está sempre no lugar da tragédia, que é o seu único lugar possível, afirma o autor, para quem tentasse ultrapassar a linha de cor através do casamento inter-racial .

Em 1969, foi levada ao ar A Cabana do Pai Tomáz, onde um ator branco, Sérgio Cardoso fez o personagem título, cedendo a exigência dos patrocinadores. Com esta telenovela foi inaugurada na televisão brasileira o blackface, muito comum no início do cinema americano, onde os atores brancos eram pintados de preto, encarnando uma visão, uma imagem, pretensamente positiva que os brancos poderiam ter dos negros: o negro de alma branca, bondoso, serviçal e fiel. O blackface só lembra todo tempo ao espectador que a alma branca esta sob a pele negra.
Apesar do sucesso de O Direito de Nascer é somente nos anos 70 que a teledramaturgia ganha status definitivo de programa de maior audiência e de sucesso de público na TV brasileira. O autor fez um levantamento do período 1970/1979, onde comprovou que nem a Tupy e nem a rede Globo, se propuseram a contar os dramas da luta pela ascensão social e econômica da população negra brasileira, salientando que alguns autores, entre eles Janete Clair e Jorge Andrade, introduziram personagens negros em suas tramas; porém, nenhum deles chegou a ser protagonista ou antagonista, foram personagens de pouca densidade em relação a trama central.

Na década de 1970, estreou O Bem-Amado, de Dias Gomes. Foi aí que a televisão brasileira experimentou pela primeira vez a cor. Apesar da mudança tecnológica, o negro não saiu de seu lugar estereotipado, que reafirmava um imaginário construído no período escravista: o negro como classe subalterna, sempre no lugar dos serviçais. Surgem nestas décadas as novelas de época que tinham como tema a escravidão no Brasil que reproduziam a versão oficial de que a libertação dos escravos foi um feito realizado só por brancos (Escrava Isaura e Sinhá-Moça).

Somente em 1978, segundo Zito, foi que surgiu nova mentalidade nas telenovelas que enfocavam a escravidão: passou-se a exibir um papel mais ativo dos negros na luta por sua própria libertação. Em Sinhá- Fuló, novela de Lafayette Galvão, a luta abolicionista é tratada como eixo central da história, embora lembre Zito, seja reforçado no decorrer da trama o estereótipo do herói branco, responsável pela libertação do negro do cativeiro.

Entre 1980 e 1990, de acordo com Zito, houve algumas mudanças, em destaque, as representadas pela telenovela Corpo a Corpo, onde aparece uma personagem vítima de preconceito racial, Sonia, vivida pela atriz Zezé Motta. Estas duas décadas são consideradas pelo autor como um período de ascensão do negro na telenovela brasileira. No entanto, teria permanecido no mesmo veículo a construção de uma identidade de “branquitude” na sociedade brasileira, onde as imagens dominantes, em especial dos subtextos, reforçam o elogio dos traços ‘brancos’ como o ideal de beleza dos brasileiros.

O livro de Zito mostra que a nossa diversidade racial e cultural transforma-se, nas telenovelas, no paradoxo de um Brasil branco. A pesquisa mostra de forma contundente que o lugar do negro nas tramas exibidas na televisão não mudou e que continua a se reproduzir no século XXI.
*Fontes:
*Bibliografia:
Araújo, Joel Zito A. A NEGAÇÃO DO BRASIL: O NEGRO NA TELENOVELA BRASILEIRA. 2ª ed. São Paulo: Ed. SENAC, 2004.

*Resenha do Jornalista Mauro Viana enviada através de Email, a quem agradecemos a disponibilidade*

terça-feira, 1 de junho de 2010

*VI CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISADORES(AS) NEGROS(AS)“AFRO-DIÁSPORA, SABERES PÓS-COLONIAIS, PODERES E MOVIMENTOS SOCIAIS” 26 a 29/07/2010* UERJ*


VI CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISADORES(AS) NEGROS(AS)
“AFRO-DIÁSPORA, SABERES PÓS-COLONIAIS, PODERES E MOVIMENTOS SOCIAIS”
*26 a 29 JULHO de 2010 - UERJ*
*VI COPENE*
O VI Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as) debaterá sobre “Afrodiáspora: saberes pós-coloniais, poderes e movimentos sociais”, a fim de apresentar e discutir os processos de produção/difusão de conhecimentos intrinsecamente ligados às lutas históricas empreendidas pela populações negras nas Diásporas Africanas, nos espaços de religiosidades, nos quilombos, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas estatais, que resistem, reivindicam e propõem alternativas políticas e sociais que atendam às necessidades das populações negras, visando a constituição material dos direitos.

Difundir e debater os saberes produzidos por negros(as) no Brasil implica no esforço de identificar no cenário sociocultural brasileiro, conhecimentos, manifestações e formas de pensar/estar no mundo, concepções, linguagens e pressupostos não hegemônicos, construídas pela multiplicidade de sujeitos que constituem as populações negras, focalizando essa população como produtora de conhecimentos científicos, técnicos e artísticos.

Essa temática também propõe uma reconfiguração dos quadros da memória, no que tange a experiência histórica da população negra no Brasil, que respeite a presença da ancestralidade e tradições africanas, mas, ao mesmo tempo, considere as composições, traduções e recriações realizadas nos movimentos da diáspora.

A escolha dessa temática para orientar os debates e proposições do VI Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as), leva em consideração a atual conjuntura brasileira, quando os segmentos negros organizados reivindicam e acentuam o incremento de mecanismos jurídicos-políticos de constituição material de direitos, tais como: a Lei n.º 10.6391 e suas Diretrizes Curriculares, a implementação de Políticas de Ações Afirmativas, a luta pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do Projeto de Cotas para Negros nas Universidades pelo Congresso Nacional, o que tem implicado na exigência e na urgência de ampliar o campo de discussão e produção de conhecimentos sobre as populações negras.

Em suma, traremos à tona estudos e debates sobre a realidade das populações negras, principalmente as questões ligadas ao racismo, às reconstruções culturais diaspóricas, às resistências e (re)existências negras. A disseminação de conhecimentos e o debate sobre tais questões, a busca de alternativas que possibilitem a equidade social, farão parte dos trabalhos de intelectuais negros e negras no VI Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Estimamos que sejam beneficiados(as) diretamente pelo VI COPENE cerca de 2000 participantes, de todas as Unidades da Federação e do exterior. Além disso, espera-se que na realização deste congresso, assim como nas edições anteriores, tenhamos um crescimento quantitativo e qualitativo da produção científica.

♫ESCOLA DE MÚSICA PENTAGRAMA♫ Direção Mapinha * Músico-Professor♫

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♫VIOLÃO * CAVAQUINHO * GUITARRA * BAIXO * FLAUTA * SAXOFONE * TROMPETE * TROMBONE * CLARINETE * GAITA * PIANO * TECLADO * CANTO * BATERIA * PERCUSSÃO GERAL♫ RUA IGARATÁ, Nº566 - MARECHAL HERMES - Rio de Janeiro* TEL(S):3456-1510/8133-3559* www.empentagrama.kit.net

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*ACESSE http://www.africaeafricanidades.com.br*

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*"Capoeira é de Todos e de Deus. Mundo e gentes têm mandinga, Corpo tem Poesia, Capoeira tem Axé"*

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*Frase do Livro "Feijoada no Paraíso" Besouro*
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♫SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS♫

  • *CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 6ª edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988.
  • *COSTA, Clarice Moura. O Despertar para o outro: Musicoterapia. São Paulo: Summus Editorial, 1989.
  • * FREGTMAN, Carlos Daniel. Corpo, Música e Terapia. São Paulo: Editora Cultrix Ltda,1989.
  • *EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003.
  • * FREYRE, Gilberto. Casa grande e Senzala. 50ª edição. São Paulo: Global Editora, 2005.
  • *HOBSBAWN, Eric J. História Social do Jazz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
  • *LOPES, Nei. Bantos, Malês e Identidade Negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
  • *_________. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2006.
  • *_________. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.
  • *_________. O Negro no Rio de Janeiro e sua Tradição Musical: Partido Alto, Calango, Chula e outras Cantorias. Rio de Janeiro: Pallas, 1992.
  • PEREIRA, José Maria Nunes. África um Novo Olhar. Rio de Janeiro: CEAP, 2006.
  • *RAMOS, Arthur. O Folclore Negro do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
  • *ROCHA, Rosa M. de Carvalho. Almanaque Pedagógico Afro-Brasileiro: Uma proposta de intervenção pedagógica na superação do racismo no cotidiano escolar. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006.
  • *___________. Educação das Relações Étnico-Raciais: Pensando referenciais para a organização da prática pedagógica. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007.
  • *ROSA, Sônia. CAPOEIRA(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *__________. JONGO(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *___________. MARACATU(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *SANTOS, Inaicyra Falcão. Corpo e Ancestralidade: Uma proposta pluricultural de dança-arte-educação. São Paulo: Terceira Margem, 2006.
  • *SODRÉ, Muniz. Samba o Dono do Corpo. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
  • TINHORÃO, José Ramos. Música Popular Brasileira de Índios, Negros e Mestiços.RJ: Vozes, 1975.
  • _________ Os sons dos negros no Brasil. São Paulo: Art Editora, 1988.