♫AMIGOS DO AFRO CORPOREIDADE♫

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

*FELIZ ANO NOVO!!!*

Senhoras das Águas, da Vida e do Amor venham nos proteger!
Odo yá, Iemanjá!
Ora ieieô, Oxum!
Fonte:
Patuás by Lidia Luz
http://lidialuz.blogspot.com

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

*PAPAI NOEL À BRASILEIRA


*Mauro César Celestino (Papai Noel),
croniqueiro Consa(Hélio Consolaro) e o neto Yuri - Araçatuba*
Por Hélio Consolaro*


*PAPAI NOEL À BRASILEIRA*

Na minha cidade, caro leitor, Araçatuba, há Papai Noel preto. Eu ia escrever afrodescendente, mas na rua todo mundo que o vê diz:


- Mãe, olha lá, Papai Noel preto!


Ele fica transitando defronte ao lugar onde trabalho. O lojista que o contratou, com certeza, quis fazer marketing. Sabendo que logo à frente trabalha um croniqueiro maluco, fez tudo para chamar minha atenção. E deu certo.


Confesso, caro leitor, que nunca havia pensado em tal possibilidade, apesar de ser sócio honorário da Associação Cultural Afro-Brasileira de Araçatuba. Assim declarou o meu saudoso amigo Alvino Barbosa, não sei se está nos anais da entidade.


Como sempre carrego uma câmera digital em minha bolsa, tive até vontade de fotografá-lo, mas pensei: “Na internet, acharei um monte de imagem de Papai Noel preto, negro ou afrodescente”. Não achei nada.


Peguei minha câmera, voltei para registrar a imagem de São Nicolau africano. Convidei meu neto, que anda meio preconceituoso, e fomos. Assim que chegamos, Papai Noel deu aquele gritinho característico, sem nenhuma africanidade:


- Rorororororô!


Apesar de barbudo, meio dentuço. Pousou logo para a foto, sem trabalho algum. Omar Jundi, o lojista, percebendo minha presença, chegou. Disse que o Papai Noel preto era seu contratado. Confesso que aprovei a iniciativa. Aliás, o Omar foi meu aluno, sempre tivemos boas relações.


Clique daqui. Clique dali. A máquina foi revezando os fotógrafos. Era um Papai Noel alto, grandalhão, bem pançudo, importado da África nos tempos da escravidão. Era um senhor de meia idade fantasiado de Noel. Só porque é negro não pode ser um avô exemplar, um bom velhinho?


- Qual é o seu nome? – perguntei.


- Mauro César Celestino, eu era guarda municipal.


A presença daquele Papai Noel preto no calçadão de Araçatuba produz mais conscientização do que qualquer Dia da Consciência Negra ou texto escrito em jornal contra o racismo. Com certeza, meu neto, por exemplo, refez alguns de seus pensamentos do alto de seus 06 anos.  


No primeiro momento, Papai Noel preto causa escândalo, as pessoas até riem. No segundo momento, já pensam: “Por que não?” Com certeza, as crianças afrodescendentes acreditarão mais em Papai Noel. Ele tem a cara delas.


Se a família for negra, por que o Papai Noel precisa ser branco? Alguém sabe a cor da pele de Jesus Cristo?

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. Atualmente é secretário da Cultura de Araçatuba. 

*O mais incrível deste evento é que (após ler os coments no blog do Consa), em Araçatuba ainda não tem feriado do dia da consciência negra e já foi cogitada a presença de um papai noel negro na cidade, porém, negada pelo motivo de "chocar as tradições" 

Fonte: 

*NATAL AFRO-BRASILEIRO representado por uma escola pública de Contagem*

*Professor e alunos da E.M. Eduarda Pereira de Oliveira - Contagem - MG*

*NATAL AFRO-BRASILEIRO representado por uma escola pública de Contagem*
Com enfoque na lei 10.639/2003, que institui o estudo da História da África e dos Afro-brasileiros no ensino do país, Contagem apresenta seu "Natal Afro-brasileiro", através de uma releitura do presépio cristão, composto por personagens que contribuíram para a formação de nossa identidade cultural e étnica e das tradições africanas.

A releitura do presépio foi idealizada pelo contador de histórias Uraci Micael e executado pelo professor de Arte José Geraldo Campos (Zeka), da E.M. "Eduarda Pereira de Oliveira", bairro Campo Alto, juntamente com as professoras Maria Marildeth, Valéria de Freitas, Mônica de Oliveira, Junia Aparecida, Maria Auxiliadora (Dora) Supervisora Pedagógica e os alunos do 3° ano do 1º ciclo e 1° ano do 2° ciclo.

Personagens
Várias técnicas foram utilizadas para a montagem do presépio, que mede 40 cm x 70 cm, dando vida e característica própria a cada um dos personagens: colagem, modelagem, pintura e montagem, com a utilização de materiais alternativos, tais como sementes, argila, conchas, tecido, arame, madeira, barbante, tinta, entre outros.

Os personagens representados são o "Menino Deus", que representa as crianças negras deste país na expectativa de melhores condições sociais; "Maria" - as ialorixás, com sua fé, seu canto e sua força. "José" representa os sambistas que resistiram ao preconceito social e a repressão policial (homenagem aos sambistas da Velha Guarda, aos contemporâneos, aos anônimos, dos bares, quintais, esquinas e famílias).

Os "Reis Magos" representam os capoeiristas "Mestre Bimba", "Mestre Pastinha" precursores da capoeira de resistência, bem como os contemporâneos "Mestre Dunga", "Mestre Tito", "Cobra Mansa" e tantos outros capoeiristas espalhados pelo Brasil. O "congadeiro" simboliza a fé e a tradição na figura de "Arthur Camilo" patriarca da comunidade dos Arturos e também a contemporaneidade de Maurício Tizumba, os poetas Sérgio Pererê, Sassá, Santone Lobato e a poética de seus tambores.

Completando este presépio sincrético, há ainda as figuras do "cachorro", que representa a fidelidade ao homem e a "Igreja Matriz de São Gonçalo", que é um local de fé e acolhimento. 

*Pena não ter mais fotos deste trabalho maravilhoso!!! PARABÉNS à Escola Municipal Eduarda Pereira de Oliveira de Contagem MG.


*Fonte

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

*No III FESTIVAL MUNDIAL DAS ARTES NEGRAS Ensaísta brasileira, Conceição Evaristo, emociona o Senegal*


Conceição Evaristo na Ilha de Gorée, ao lado da estatua que simboliza o fim da escravatura

Por Elaine Hazin

Ícone da literatura afro-brasileira, a escritora e ensaísta Conceição Evaristo foi uma das convidadas pela Fundação Cultural Palmares para participar da programação cultural do Brasil no III Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal. Entre os 60 países convidados, o Brasil é o país homenageado e tem a maior delegação, com 362 personalidades, entre artistas, grupos culturais, intelectuais e cineastas.

Com o tema "Da representação à auto-apresentação do negro na literatura brasileira", a escritora integrou a programação de pensadores do Festival sobre a questão da diáspora africana. Em Gorée, Conceição reuniu intelectuais de países africanos. Emocionada - e emocionando - afirmou que a experiência 

trouxe uma sensação "de volta à origem [...]. Não uma origem particular, mas de uma dor coletiva. Essa recordação, como um ato voluntário de resistência, nos faz acreditar que somos fortes e por isso recuperamos a vida".

Conceição Evaristo é Mestre em Literatura Brasileira pela PUC Rio, e Doutoranda em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Autora dos romances Ponciá Vicêncio, 2003 e Becos da Memória, 2006, Mazza Edições, a escritora lançou em 2008 a antologia Poemas da Recordação e outros Movimentos, Editora Nandyala, obra classificada entre os 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom, no ano de 2009. 


Conceição Evaristo na porta da viagem sem regresso, de onde partiram milhares de escravos para o mundo

DIA 10. ABERTURA
FÓRUM
As Diásporas Africanas: Geografia, Povoamento, História, Situação Política 9h-13h, Dakar
Local: Stade Léopold Sedar Senghor 
A primeira das conferências que serão realizadas durante o III Festival Mundial das Artes Negras abordará a cultura, a história e as características econômicas e políticas da população negra de ascendência africana no mundo, debatendo maneiras de contribuir para a confiança mútua dos povos da Diáspora Africana. Participação do professor e doutor em antropologia Júlio César Tavares.

DIA 11

DANÇA
Cia SeráQ
20h-22h, Dakar
Local: Théâtre Sorano 
Encontro de bailarinos, atores, músicos e poetas negros, em sua maioria, a Cia SeráQestabelece diálogos com a diversidade cultural existente no Brasil, destacando-se, principalmente, no cenário da dança contemporânea nacional e internacional.
ESPORTE Seleção Sub17
19h-21h, Dakar
Local: Stade Léopold Sedar Senghor 
Por ser o Brasil o "País do futebol", a modalidade não poderia ficar de fora dessa grande festa. A seleção formada por atletas com menos de 17 anos de idade fará um amistoso contra o Senegal, especialmente programado para o III Festival Mundial das Artes Negras.

DIA 13
LITERATURA Conceição Evaristo
14h, Ilha Gorée
Local: École Mariama Ba

Doutora em Literatura Comparada, Conceição Evaristo teve sua mais recente obra, "Poemas da recordação e outros movimentos", contemplada com o Prêmio Portugal Telecom 2009, figurando entre as 50 melhores publicações de Língua Portuguesa. Seja na poesia ou no romance, a escritora revela a riqueza do universo feminino afro-brasileiro.

DIA 14

CINEMA
Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo 16h, Dakar
Local: Place du Souvenir 
O filme As Filhas do Vento narra a história de duas irmãs que seguem destinos diferentes, mas uma fatalidade as reúne após quarenta anos e as faz reconsiderar mágoas e ressentimentos.

DIA 15. NOITE LUSÓFONA 
MÚSICA Rita Ribeiro
19h, Dakar
Local: Monument de la Renaissence 
Revelação da Música Popular Brasileira, a cantora e compositora trabalha a voz desde os 15 anos. Como resultado de seu talento, foi indicada ao 43º Grammy Awards, na categoria de melhor álbum de pop latino, em fevereiro de 2001.
Mombaça
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque 
Nascido em uma família musical, Mombaça já lançou três CDs, todos sucessos de crítica no Brasil. Em 2001, representou o País na Terceira Conferência Mundial Contra o Racismo, o Preconceito Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, África do Sul).
Contos de Congo
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque

Surgido em 2006, o grupo mantém a tradição do Congado Mineiro. A explosão do ritmo remete o público à mais pura expressão conga, fazendo com que todos participem da verdadeira Folia de Reis brasileira.
DANÇA Grupo de Capoeira Ginga e Malícia 20h-21h30, Saint-Louis
Local: Place Faidherbe 
Criada por escravos negros, que adaptaram o ritmo e os movimentos das danças africanas a um tipo de luta, a Capoeira é patrimônio cultural brasileiro desde 2008, reconhecido internacionalmente como uma das principais manifestações culturais afro-brasileiras.

DIA 16

ARQUITETURA. Simpósio
15h-16h30, Dakar
Local: CICES
Participação da arquiteta e Maria Estela Ramos,
 que se especializou em espaços urbanos e na utilização destes espaços pela cultura afro-brasileira.

DIA 17

MÚSICA. NOITE DO BRASIL
Sandra de Sá
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque

Cantora e compositora, considerada a rainha do soul brasileiro e uma das maiores vozes da Música Popular. Sua trajetóra começou nos anos de 1980, com participação nos festivais de música, e, desde então, construiu uma carreira de sucessos, com uma discografia representativa na MPB.
Margareth Menezes
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque 
Cantora, compositora, produtora, atriz e diretora teatral, Margareth Menezes é uma das divas da moderna música baiana e brasileira. Com 21 anos de carreira, correu todos os continentes, contabilizando 20 turnês mundiais e 12 álbuns lançados, sendo indicada para o Grammy Awards e Grammy Latino diversas vezes.
19h, Dakar
Mombaça
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque 
Nascido em uma família musical, Mombaça já lançou três CDs, todos sucessos de crítica no Brasil. Em 2001, representou o País na Terceira Conferência Mundial Contra o Racismo, o Preconceito Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, África do Sul).
Escola de Samba Império Serrano
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque 
Uma das mais tradicionais Escolas de Samba da cidade do Rio de Janeiro, já foi campeã do carnaval por nove vezes. Sua Ala de Compositores é uma das mais respeitadas, tendo em sua história e fileiras grandes nomes do samba.
Nilze Carvalho
19h, Dakar
Local: Place de l´Obélisque 
Considerada um dos grandes talentos do samba carioca, a cantora, compositora e instrumentista é conhecida pela sua versatilidade musical diante da riqueza da música popular brasileira.
Rappin´ Hood
19h, Dakar
Local: Biscuiterie 
Rapper e apresentador brasileiro, já esteve à frente de programas sobre hip hop e rap em TVs educativas e rádios comunitárias, sempre divulgando o que há de melhor no rap nacional. Já cantou com os rappers KL Jay, Black Alien e com a banda Living Colour.
Olodum
19h-21h, Saint Louis
Local: Place Faidherbe 
Um dos maiores grupos de percussão afro-brasileira do País, o Olodum é também uma Organização Não-Governamental que trabalha pela inclusão social da população afrodescendente da cidade de Salvador (Bahia).

Maracatu de Baque Solto Águia Formosa
22h, Saint Louis
Local: Place Faidherbe
Representante deste legítimo ritmo afro-brasileiro, o Maracatu de Baque Solto possui uma orquestra formada por instrumentos de percussão e sopro, transmitindo sonoras simbologias. Suas apresentações são rituais magníficos de criatividade e beleza.
CINEMA Orí, de Raquel Gerber
16h, Dakar
Local: Place du Souvenir 
Filmado no Brasil e na África Ocidental, Orí vem acompanha o processo do Movimento Negro no Brasil e nas Américas. Por meio de suas lideranças, documenta a existência das culturas negras transmigradas da África para as Américas, na busca dos nexos históricos fundamentais de comunidades negras do Sul do Brasil.
MUMBI 7 Cenas Pós Burkina, de Viviane Ferreira
18h, Dakar
Local: Place du Souvenir 
Depois de participar de um importante festival de cinema, a jovem cineasta Mumbi não consegue conceber sua próxima obra. A recordação de obras marcantes do cinema brasileiro raciona seu processo criativo.
O Renascimento Africano, de Zózimo Bulbul 18h, Dakar
Local: Place du Souvenir 
Por meio dos depoimentos de lideranças sociais, o brasileiro Zózimo Bulbul, em colaboração com o senegalês Mansour Sora Wade, discute os rumos de uma nova África, tomando como ponto de partida o entendimento do continente como berço da humanidade e a Diáspora Africana como um sexto continente.

TEATRO
Companhia dos Comuns
19h, Dakar
Local: Théâtre Sorano

Vencedora do Premio Shell 2003, a Companhia dos Comuns tem por foco desmistificar estereótipos relacionados à escravidão e à diversidade cultural, dentre outros temas relacionadas à ancestralidade negra.

DIA 19

FOTOGRAFIA Januário Garcia
14h, Dakar
Local: Museu de Dacar 
Fotógrafo e uma das mais expressivas lideranças negras do Brasil, Januário Garcia tem documentado a vida dos afrodescendentes, focalizando diversos aspectos de suas vidas: o social, o político, o cultural e o econômico.
MÚSICA Margareth Menezes
19h, Saint Louis
Local: Place Faidherbe 
Cantora, compositora, produtora, atriz e diretora teatral, Margareth Menezes é uma das divas da moderna música baiana e brasileira. Com 21 anos de carreira, correu todos os continentes, contabilizando 20 turnês mundiais e 12 álbuns lançados, sendo indicada para o Grammy Awards e Grammy Latino diversas vezes.
CINEMA Bróder!, de Jefferson De
18h, Dakar
Local: Place du Souvenir

Focado na amizade, o filme retrata o abismo social que caracteriza as metrópoles brasileiras e trata das diferenças raciais e sociais. A narrativa parte do reencontro de três amigos, que tentarão ajudar a resolver os problemas do personagem central com a criminalidade, enquanto se conscientizam de que, embora separados pela vida, algo maior os une.

DIA 20

CINEMA. Colóquio
10h, Dakar
Local: Place du Souvenir
Participação de Jefferson De, Zózimo Bulbul e Raquel Gerber
. Os três cineastas brasileiros que apresentaram seus filmes nos dias anteriores participarão de um colóquio sobre cinema em Dakar, falando sobre a temática que os une: a questão racial.

DIA 31

MÚSICA
Lazzo Matumbi
20h, Saint Louis
Local: Place Faidherbe 
Influenciado pelas referências culturais da Bahia, da África e da música negra mundial, Lazzo Matumbi transformou-se em um dos ícones do reggae brasileiro. Conhecido pelas interpretações carregadas de swing, o cantor é conhecido como "a voz da Bahia".
Chico César
20h, Saint Louis
Local: Place Faidherbe

O cantor e compositor brasileiro já se apresentou na Alemanha, na Europa e nos Estados Unidos, sempre aclamado pela crítica. Seu último álbum, gravado em Londres, mantém as influências regionais que marcam sua música. Cultiva uma variedade de estilos que vão do reggae ao xote, passando por baladas românticas.
Ilê Aiyê
20h, Saint Louis
Local: Place Faidherbe 
O Ilê Aiyê é um dos blocos que mais contribuíram para o desenvolvimento do Carnaval afro da cidade de Salvador, na Bahia. Os batuques dos tambores e o timbre das vozes do Ilê Aiyê potencializam a tradição africana do Recôncavo Baiano. 
*FONTE:

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

*ONU proclama 2011 como Ano Internacional para Afro-Descendentes*


Em mensagem à Assembleia-Geral, Ban Ki-moon diz que o evento pretende reforçar o compromisso político para erradicar a discriminação.


As Nações Unidas lançaram, nesta sexta-feira em Nova York, o Ano Internacional para Descendentes de Africanos.
Erradicar a discriminação
Num discurso, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon explicou o objetivo do evento, que será marcado em 2011.
Diversidade
Segundo ele, o Ano Internacional tentará fortalecer o compromisso político de erradicar a discriminação a descendentes de africanos. A iniciativa também quer promover o respeito à diversidade e herança culturais.
Numa entrevista à Rádio ONU, de Cabo Verde, antes do lançamento, o historiador guineense Leopoldo Amado, falou sobre a importância de se conhecer as origens africanas ao comentar o trabalho feito com quilombolas no Brasil.
Dimensão
"Esses novos quilombolas têm efetivamente o objetivo primordial de fortalecer linhas de contato. No fundo restituir-se. Restituir linhas de contatos, restituir aquilo que foi de alguma forma quebrada, aquilo que foi de alguma forma confiscada dos africanos, que é a possibilidade de reestabelecer a ligação natural entre aqueles que residem em África, que continuam a residir em África e a dimensão diaspórica deste mesmo resgate. A dimensão diaspórica da África é efetivamente larga e grande", disse.
Ban lembrou que pessoas de origem africana estão entre as que mais sofrem com o racismo, além de ter negados seus direitos básicos à saúde de qualidade e educação.
Declaração de Durban
A comunidade internacional já afirmou que o tráfico transatlântico de escravos foi uma tragédia apavorante não apenas por causa das barbáries cometidas, mas pelo desrespeito à humanidade.
O Secretário-Geral finalizou a mensagem sobre o Ano Internacional para os Descendentes de Africanos, lembrando a Declaração de Durban e o Programa de Ação que pede a governos para assegurar a integração total de afro-descedentes em todos os aspectos da sociedade.

FONTE: Site da ONU
Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

*CINE CLUBE ATLÂNTICO NEGRO Apresenta: MOSTRA BRASILIDADE - A voz da mulher negra - 16/12/2010 - 19:30 No Templo Glauber - R.J. Entrada Franca*

TEMPLO GLAUBER - RUA SOROCABA, 190 - BOTAFOGO, RIO DE JANEIRO
19:30 horas - ENTRADA FRANCA
*Enviado através de email pelo curador da mostra, Clementino Junior, a quem agradecemos!*

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

*Coleção da UNESCO sobre HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA disponível na Web gratuitamente*


Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta 
anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo 
de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite 
compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e suas
 relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi
produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. Publicada em oito volumes, a edição completa da coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção está publicada também em árabe, inglês e francês, sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Site onde estão disponíveis os livros para download:

domingo, 12 de dezembro de 2010

Campanha Nacional do Unicef “Por uma infância e adolescência sem racismo – Valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades"

http://www.unicef.org/brazil/pt/

http://www.unicef.org/brazil/pt/

A INVISIBILIDADE DO RACISMO (Lázaro Ramos -embaixador do Unicef no Brasil)
Confira o post escrito pelo ator e embaixador do UNICEF, Lázaro Ramos, para o blog Por uma infância sem racismo. Lázaro participa da campanha e é protagonista dos filmes da iniciativa.
“Estou muito feliz e orgulhoso por participar dessa campanha do UNICEF que demonstra claramente o impacto do racismo na infância. É importante chamar atenção de toda a sociedade para um problema invisível para muitos, mas muito real para quem sente, de verdade, na própria pele os efeitos dele.
Crescemos numa sociedade na qual virou lugar comum dizer que o brasileiro não é racista, posto que é um povo multicolor, fraterno e cordial; e que os problemas são de ordem social e financeira apenas. Entretanto, essa campanha inovadora do UNICEF traz luz aos indicadores oficiais que não nos deixam dúvidas. O racismo é real! Existe dolorosamente para milhares de meninos e meninas indígenas e negros.
Esse racismo não se revela apenas no constrangimento imposto, muitas vezes de forma dissimulada, às nossas crianças.  Ele se mostra num aspecto ainda muito mais cruel,  que é o de violar e impedir que as crianças e os adolescentes realizem os seus direitos de viver, aprender, crescer e se desenvolver plenamente.
Parabéns, UNICEF, pela coragem e pela iniciativa. Essa atitude me deixa ainda mais orgulhoso, pois, se eu já tinha orgulho de ser embaixador do UNICEF, agora tenho mais ainda com a coragem e com o compromisso de vocês, e de todos os parceiros envolvidos, de fazer uma campanha como essa.
Espero realmente que a nossa sociedade possa, definitivamente, “enxergar igualdades num mundo de diferenças”, para fazermos agora um mundo melhor para cada uma das nossas crianças e adolescentes.”
*Fonte:

sábado, 11 de dezembro de 2010

♫Seu Xangô da Mangueira é tema do República do Samba, 10 anos - 18 de dezembro no Laurinda - Santa Teresa- Rio de Janeiro♫



Seu Xangô da Mangueira é tema do República do Samba, 10 anos
Cinema - Debate e Roda de Partido são as atrações de sábado, dia 18 de dezembro,
 Centro Cultural Laurinda Santos Lobo

O projeto jornalístico República do Samba faz 10 anos. A festa será no dia 18 de dezembro, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, a partir das 16 horas. A entrada está franquiada para saborear um feijão amigo ou sopinha de ervilha acompanhada de uma gelada. 
 Dono de um rico acervo, o jornalista Mauro Viana (8648-4746 / 7474-2116) vai aproveitar a data para exibir as imagens da entrevista da participação de   Xangô da Mangueira, em 2000, no República do Samba  Na verdade, a festa do República do Samba, 10 anos  será um Tributo ao Seu Xangô da Mangueira. Convidados? Todos os cantores, compositores, músicos, produtores, cineastas, pesquisadores, escritores, fotógrafos que são personagens da história do República do Samba, nestes 10 anos.  Por esta motivo, consta na programação: audio-visual, debate e, claro, Roda de Partido. 
O Tributo ao Seu Xangô da Mangueira começa com a exibição dos filmes Partido Alto de Leon Hirszman & Samba de Theresa Juressom e projeção visual sobre Xangô da Mangueira de autoria do VJ Paulo China.  A seguir, entram em cena Tantinho da Mangueira, (grande parceiro de Xangô); Dona Sônia Ferreira (víúva do Mestre), Tânia Malheiros (intéprete) e a afilhada Márcia Moura. Márcia Moura, aliás, vai puxar a Roda de Partido com Baiaco e Juninho Timbau. Na Roda estarão, ainda, os Partideiros de Turiaçu, Gegê da Mocidade, Margarete Mendes,  Paulinho Cerqueira, Di Menor e vários outros. Entrada Franca
 
Olivério Ferreira  (19/1/1923 a 7/1/2009)  -
Compositor,cantor, jongueiro,calangueiro, improvisador e versador,  Mestre do Partido-Alto. Nasceu no Estácio e começou a compor e tocar sambas na Portela. Nos anos 30 foi próximo de Paulo da Portela, um dos fundadores da escola, mas em 1939 foi para a Mangueira. Lá atuou como diretor de harmonia e integrante da ala dos compositores. Até 1951 foi o puxador oficial dos sambas-enredo da escola, passando depois o posto a Jamelão. Na década de 70 gravou LPs com músicas suas, que também foram regravadas por diversos intérpretes, como Clara Nunes, Clementina de Jesus e Martinho da Vila. Foi também produtor, organizando um pagode semanal no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro, por algum tempo. Integrante da Velha Guarda da Mangueira, criou nos anos 80 o grupo Sensa Samba, que se apresentava em teatros e casas de espetáculos tocando suas músicas mais conhecidas, como Mulher da Melhor Qualidade, Se o Pagode É Partido, Quando Eu Vim de Minas e Moro na Roça.
 
 República do Samba, 10 anos
 TRIBUTO A SEU XANGô DA MANGUEIRA
cinema - debate - roda de partido
 dia 18 de dezembro de 2010
 apresentação: Ivan Rodrigues Alves 
  assistente de produção: Dalva Beltrão
programação visual: Italmar Vasconcellos
Vjing: Paulo China
fotografia: Jorge Ferreira,Ronaldo Holtz, Maria de Souza Lima, Flavio Rocha
realização: JIMP Comunicação
apoio: Associação Cultural República do Samba
direção de produção: Mauro Viana (8448-4736 / 7474-2116)
*Fonte: Enviado através de email pelo jornalista Mauro Viana a quem agradecemos.*

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

*Lançamento do Livro: MAIS QUE UM JOGO: o esporte e o continente africano*

*Lançamento do Livro acima será na Livraria Folha Seca - Rua do Ouvidor, 37 - Rio de Janeiro
*Dia 10/12/2010 - 18:30 * Vamos Lá!!!

*Retomando a notícia no primeiro ano em que o Dia de Oxum se tornou Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro*


Uma lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial do dia 05/03/2010 -  transforma o Dia de Oxum, comemorado anualmente no dia 8 de dezembro, em patrimônio imaterial do Estado do Rio. A nova norma, de autoria do deputado Átila Nunes (DEM), determina que festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do estado.
- Vários símbolos afro-brasileiros ultrapassaram a ligação com determinadas religiões. Você não precisa ser budista para ter admiração pelos ensinamentos de Buda, por exemplo, e isso acontece com muita regularidade com símbolos das religiões afro-brasileira. A Candelária e o Cristo deixaram de ser somente monumentos católicos para se tornarem referências do Rio, como a festa de Iemanjá passou a ser uma comemoração carioca. É importante preservar essas manifestações, e as celebrações para Oxum já são típicas na cidade há mais de 300 anos - ressalta Átila Nunes- O Brasil confunde o religioso com a cultura. O importante é que a gente preserve e celebre os grandes símbolos de todas as religiões, como São Jorge. A minha maior dificuldade na Alerj foi na bancada evangélica. Mas, é importante reconhecermos as diferentes manifestações. O dia de Oxum também é dedicado a Nossa Senhora da Conceição. Segundo Átila, a proposta só enfrentou resistência da bancada evangélica:
Oxum é um orixá feminino ligado ao amor de mãe e que domina os rios e as cachoeiras. Segundo as lendas, ela adora ricas vestes e objetos de uso pessoal, como colares, joias, perfumes. Sua imagem é associada à maternidade e à fertilidade. Quando uma mulher tem dificuldade para engravidar é à Oxum que se pede ajuda. Além disso, ela tem funções de cura, e é o orixá do ouro, da riqueza e do amor.
- Os orixás são a energia da natureza. Oxum é não é só a cachoeira em si, mas a energia gerada pela queda d'água. Essa decisão é importante para que possamos ter mais suporte do poder público na hora de realizar as nossas homenagens e confraternizações -, explica Fátima Dantas, diretora da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub).
            Oração a OXUM
QUE OXUM ME DÊ A SERENIDADE PARA AGIR DE FORMA CONSCIENTE E EQUILIBRADA. TAL COMO SUAS ÁGUAS DOCES - QUE SEGUEM DESBRAVADORAS NO CURSO DE UM RIO, ENTRECORTANDO PEDRAS E SE PRECIPITANDO NUMA CACHOEIRA, SEM PARAR NEM TER COMO VOLTAR ATRÁS, APENAS SEGUINDO PARA ENCONTRAR O MAR - ASSIM SEJA QUE EU POSSA LUTAR POR UM OBJETIVO SEM ARREPENDIMENTOS.
OORA YEYEOOSUN! 

♫ESCOLA DE MÚSICA PENTAGRAMA♫ Direção Mapinha * Músico-Professor♫

♫ESCOLA DE MÚSICA PENTAGRAMA♫ Direção Mapinha * Músico-Professor♫
♫VIOLÃO * CAVAQUINHO * GUITARRA * BAIXO * FLAUTA * SAXOFONE * TROMPETE * TROMBONE * CLARINETE * GAITA * PIANO * TECLADO * CANTO * BATERIA * PERCUSSÃO GERAL♫ RUA IGARATÁ, Nº566 - MARECHAL HERMES - Rio de Janeiro* TEL(S):3456-1510/8133-3559* www.empentagrama.kit.net

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*ACESSE http://www.africaeafricanidades.com.br*

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*"Capoeira é de Todos e de Deus. Mundo e gentes têm mandinga, Corpo tem Poesia, Capoeira tem Axé"*

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*Frase do Livro "Feijoada no Paraíso" Besouro*
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♫SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS♫

  • *CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 6ª edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988.
  • *COSTA, Clarice Moura. O Despertar para o outro: Musicoterapia. São Paulo: Summus Editorial, 1989.
  • * FREGTMAN, Carlos Daniel. Corpo, Música e Terapia. São Paulo: Editora Cultrix Ltda,1989.
  • *EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003.
  • * FREYRE, Gilberto. Casa grande e Senzala. 50ª edição. São Paulo: Global Editora, 2005.
  • *HOBSBAWN, Eric J. História Social do Jazz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
  • *LOPES, Nei. Bantos, Malês e Identidade Negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
  • *_________. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2006.
  • *_________. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.
  • *_________. O Negro no Rio de Janeiro e sua Tradição Musical: Partido Alto, Calango, Chula e outras Cantorias. Rio de Janeiro: Pallas, 1992.
  • PEREIRA, José Maria Nunes. África um Novo Olhar. Rio de Janeiro: CEAP, 2006.
  • *RAMOS, Arthur. O Folclore Negro do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
  • *ROCHA, Rosa M. de Carvalho. Almanaque Pedagógico Afro-Brasileiro: Uma proposta de intervenção pedagógica na superação do racismo no cotidiano escolar. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006.
  • *___________. Educação das Relações Étnico-Raciais: Pensando referenciais para a organização da prática pedagógica. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007.
  • *ROSA, Sônia. CAPOEIRA(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *__________. JONGO(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *___________. MARACATU(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *SANTOS, Inaicyra Falcão. Corpo e Ancestralidade: Uma proposta pluricultural de dança-arte-educação. São Paulo: Terceira Margem, 2006.
  • *SODRÉ, Muniz. Samba o Dono do Corpo. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
  • TINHORÃO, José Ramos. Música Popular Brasileira de Índios, Negros e Mestiços.RJ: Vozes, 1975.
  • _________ Os sons dos negros no Brasil. São Paulo: Art Editora, 1988.