♫AMIGOS DO AFRO CORPOREIDADE♫

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

♫O MUNDO MARAVILHOSO DE LOUIS ARMSTRONG - Homenagem♫

♫PARA TERMINAR O ANO DE 2009 UMA HOMENAGEM NUM PASSEIO PELO MARAVILHOSO MUNDO MUSICAL CRIADO POR UM DOS MESTRES DO JAZZ: LOUIS ARMSTONG♫

"Se Armstrong não tivesse existido, o jazz não seria reconhecido como é: um modo universal de expressão musical". A frase, uma unanimidade entre os críticos mais exigentes, mostra o reconhecido talento do solista de trompete e cantor da Era do Blues e posteriormente, do jazz.

Louis Daniel Armstrong ou Satchmo, como ficou conhecido, nasceu em New Orleans, a 04 de julho de 1900. Começou a tocar aos 12 anos, em uma banda amadora na casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava por ter disparado uma arma para cima na passagem de ano novo. Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhava vendendo papéis velhos, carregando peso nas docas e vendendo carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi.


Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego.


Em 1922, Satchmo entrou para a King Oliver's Creole Jazz Band, onde passou a ser ouvido por públicos maiores. Em 1925, após apresentar-se com a banda de Fletcher Henderson em Nova York, na qual consolidou o conceito de solo no jazz, permitindo aos músicos acompanhantes desenvolver o estilo riffs e contra riffs, mais tarde característicos das big-bands. Voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações consideradas até hoje clássicos, como "Chicago Dixieland". Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.


Em 1932, realizou a primeira de muitas excursões à Europa. Sua popularidade cresceu com o rádio, os filmes e mais tarde, com a televisão. Foi astro de festivais e viajou por todos os continentes, credenciado pelo Departamento de Estado como “Embaixador nº1” da Cultura Americana. A voz grave e um estilo inconfundível de cantar, emitindo às vezes sílabas sem sentido, em vez da letra da canção, como se a voz imitasse um instrumento, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o seu trompete. Na África, foi alvo de calorosa recepção, tocou e cantou para uma platéia de quase 100 mil pessoas (número nunca reunido até o célebre festival de Woodstock).Em 1959 regressou ao seu país extremamente motivado contra o racismo e manifestou-se publicamente contra os episódios segregacionistas de Little Rock e o racismo na União soviética.


seu estilo “Scat Singing”, inconfundível de cantar, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o tom de seu trompete. O Scat é um modo de interpretação vocal ou canto sem palavras, em que o vocalista emite sílabas aleatórias, em vez da letra da canção, atentando apenas para o valor sonoro das sílabas e procurando imitar os instrumentos e ou a melodia da canção. Foi especialidade de Ella Fitzgerald cognominada a “Rainha do Scat”, mas, segundo a tradição, foi Louis Armstrong que inventou este estilo quando numa apresentação esqueceu a letra de uma canção. O Estilo “Scat” é muito utilizado por grandes artistas brasileiros como João Bosco, Djavan e Leny Andrade.


O músico morreu em 06 de julho de 1971, dormindo em sua casa no Queens, em Nova York. Armstrong, porém, permanece como um dos mais famosos nomes do blues e do jazz de todos os tempos além de ser considerado uma figura carismática e gentil. Sua eterna gravação “What a Wonderful World” chegou à era dos vídeo-clips obtendo sucesso nos anos 80 e 90. Assista ao Vídeo ao vivo e veja a tradução na letra abaixo.


Música: QUE MUNDO MARAVILHOSO - (WHAT A WONDERFUL WORLD)

Interpretação de Louis Armstrong - APERTE O PLAY!

Composição: Bob Thiele / George David Weiss / Robert Thiele Jr.

Eu vejo o verde das arvores

Rosas vermelhas também

Eu as vejo florescer

Para mim e para você

E eu penso comigo mesmo

Que mundo maravilhoso

Eu vejo o azul do céu e o branco das nuvens

O brilho abençoado do dia

O escurecer diz boa noite

E eu penso comigo mesmo

Que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris

Tão belo no céu

Estão também nas faces

Das pessoas que passam

Vejo os amigos apertando as mãos

Dizendo, "Como você vai?”

Na verdade estão dizendo: "Eu amo você!"

Eu ouço bebês chorando

E os vejo crescer

Eles aprenderão muito mais

Do que eu já sei

E eu penso comigo mesmo

Que mundo maravilhoso

É...eu penso comigo mesmo

Que mundo maravilhoso.......

*Fontes: Lopes, Nei. ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA DA DIÁSPORA AFRICANA. São Paulo: Selo Negro, 2004.

*http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u213.jhtm

*http://letras.terra.com.br/louis-armstrong/2211/traducao.html

6 comentários:

Dom Quixote (Thomaz) disse...

Coincidentemente, em noso blog fizemos uma homenagem ao comediante Danny Kaye, e no clip ele canta com a lenda do jazz que é o Satchmo. Justa e belíssima homenagem, Denise!

Denise Guerra disse...

Olá Dom, obrigada pela visita e pelos comentários sempre enriquecedores! Um grande abraço!

Ricardo Riso disse...

O scat singing de armstrong é sensacional!
ótimo post, denise!!
bjs!

Denise Guerra disse...

Valeu querido! Feliz Ano Novo!

Guará Matos disse...

Dizer o que de Louis Armstrong!
Existem pessoas que passaram por esse mundo que foram extremamente abusadas. Entretanto, Luis "abusou" de ser abusado.
Ainda bem, né?
"É...eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso.......
Bjs.

FERNANDO disse...

Denise o soul music americano é algo realmente encantador. Quero deixar no meu blog assim que possivel videos como de Rose Royce, Harold Melvin, Russell Thompkins , Peaches & Herb entre outros , na verdade muito conhecidos atraves das musicas mas que muitos desconhecem os artistas. Abraço do amigo macaense

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♫SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS♫

  • *CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 6ª edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988.
  • *COSTA, Clarice Moura. O Despertar para o outro: Musicoterapia. São Paulo: Summus Editorial, 1989.
  • * FREGTMAN, Carlos Daniel. Corpo, Música e Terapia. São Paulo: Editora Cultrix Ltda,1989.
  • *EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003.
  • * FREYRE, Gilberto. Casa grande e Senzala. 50ª edição. São Paulo: Global Editora, 2005.
  • *HOBSBAWN, Eric J. História Social do Jazz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
  • *LOPES, Nei. Bantos, Malês e Identidade Negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
  • *_________. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2006.
  • *_________. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.
  • *_________. O Negro no Rio de Janeiro e sua Tradição Musical: Partido Alto, Calango, Chula e outras Cantorias. Rio de Janeiro: Pallas, 1992.
  • PEREIRA, José Maria Nunes. África um Novo Olhar. Rio de Janeiro: CEAP, 2006.
  • *RAMOS, Arthur. O Folclore Negro do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
  • *ROCHA, Rosa M. de Carvalho. Almanaque Pedagógico Afro-Brasileiro: Uma proposta de intervenção pedagógica na superação do racismo no cotidiano escolar. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006.
  • *___________. Educação das Relações Étnico-Raciais: Pensando referenciais para a organização da prática pedagógica. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007.
  • *ROSA, Sônia. CAPOEIRA(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *__________. JONGO(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *___________. MARACATU(série lembranças africanas). Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
  • *SANTOS, Inaicyra Falcão. Corpo e Ancestralidade: Uma proposta pluricultural de dança-arte-educação. São Paulo: Terceira Margem, 2006.
  • *SODRÉ, Muniz. Samba o Dono do Corpo. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
  • TINHORÃO, José Ramos. Música Popular Brasileira de Índios, Negros e Mestiços.RJ: Vozes, 1975.
  • _________ Os sons dos negros no Brasil. São Paulo: Art Editora, 1988.